Julgamento marcado para 6 de maio pode tirar bilhões dos municípios produtores; Carlos Augusto defende que recursos são compensação vital por impactos ambientais e sociais
O futuro econômico de Rio das Ostras e de toda a Região dos
Lagos está em contagem regressiva. Na manhã desta quinta-feira, 16 de abril, o
prefeito Carlos Augusto Balthazar participou de uma reunião emergencial em Cabo
Frio, promovida pela Organização dos Municípios Produtores de Petróleo
(Ompetro). O objetivo foi alinhar uma estratégia jurídica e política conjunta
para enfrentar o julgamento das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs)
4917 e 4918 no Supremo Tribunal Federal (STF), marcado para o próximo dia 6 de
maio.
A disputa gira em torno da redistribuição dos royalties do
petróleo. Caso o STF decida pela mudança na partilha, os municípios que hoje
são diretamente impactados pela exploração — sofrendo com o aumento
populacional desordenado e riscos ambientais — podem perder fatias generosas de
sua arrecadação para estados e cidades não produtores.
O Impacto no "Chão da Cidade"
Durante o encontro, o prefeito Carlos Augusto foi enfático
ao classificar o momento como decisivo. Para o gestor, os royalties não são um
"brinde", mas uma compensação financeira legítima e indispensável.
"Estamos falando de recursos que sustentam áreas essenciais, como saúde,
educação e infraestrutura. A união dos municípios produtores é fundamental para
garantir que nossos direitos sejam respeitados e que a população não seja
prejudicada", afirmou o prefeito de Rio das Ostras.
Na prática, uma derrota no STF significaria cortes profundos
em investimentos municipais. Manutenções de escolas, o custeio do Hospital
Municipal e obras de saneamento básico dependem diretamente dessa fonte de
receita. A tese defendida pela Ompetro é que os municípios produtores arcam com
todo o ônus da exploração (como o desgaste da malha viária e a pressão sobre os
serviços de saúde) e, por isso, devem manter a participação maior na divisão
dos bônus.
Mobilização em Brasília
Os gestores municipais planejam agora uma ofensiva em
Brasília para sensibilizar os ministros do STF sobre as realidades locais. A
defesa da atual distribuição é vista como a única forma de evitar um colapso
financeiro nas prefeituras do Norte Fluminense e da Região dos Lagos.
O julgamento de 6 de maio não é apenas uma questão
jurídica, é o que vai definir se a nossa cidade continuará tendo fôlego para
crescer ou se entrará em uma grave crise orçamentária.
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