Prefeito se une a lideranças estaduais contra redistribuição dos royalties; se lei for validada, impacto nas contas públicas pode ser devastador para municípios produtores
O prefeito de Rio das Ostras, Carlos Augusto Balthazar,
subiu o tom nesta terça-feira, dia 28, durante uma audiência pública decisiva
na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). O encontro
reuniu prefeitos e lideranças políticas para discutir uma ameaça real que paira
sobre o estado: a possível redistribuição dos royalties do petróleo pelo
Supremo Tribunal Federal (STF). Para Carlos Augusto, o que está em jogo não é
apenas uma divisão de verbas, mas a sobrevivência financeira dos municípios que
realmente sofrem o impacto da exploração do petróleo.
Durante seu discurso, o prefeito foi enfático ao classificar
a tentativa de mudança nas regras como um desrespeito jurídico. “Essa lei é
totalmente inconstitucional. Não dá para mudar as regras do jogo rasgando a
Constituição e tratando como favor aquilo que é uma compensação por impacto real”,
afirmou. O prefeito defende que os royalties não são um privilégio ou
"brinde", mas sim uma compensação obrigatória pelos danos ambientais,
sociais e de infraestrutura que cidades como Rio das Ostras suportam por serem
sedes da atividade petrolífera.
O Fantasma do Desequilíbrio Econômico
A grande preocupação é a chamada ADI 4917, que pode validar
uma lei de 2012 e retirar bilhões de reais do Estado do Rio e das cidades
produtoras. Segundo Carlos Augusto, Rio das Ostras já vive na corda bamba
devido à variação do preço do barril no mercado internacional. Uma mudança
drástica na lei agora poderia comprometer serviços básicos, como saúde e
educação, além de paralisar obras essenciais. “O resultado será devastador.
Isso ameaça investimentos e o futuro da nossa cidade”, completou o prefeito.
A audiência terminou com a aprovação de um manifesto que
será enviado ao STF. O documento lembra que o Rio de Janeiro já sai perdendo na
arrecadação do ICMS dos combustíveis e que retirar os royalties seria o
"golpe de misericórdia" nas finanças fluminenses. Estudos da Firjan
apontam que a perda pode chegar a dezenas de bilhões de reais por ano no
estado.
Para Carlos Augusto, a união dos prefeitos é a única forma
de evitar que Rio das Ostras seja prejudicada. “Essa luta é por justiça e
respeito. Rio das Ostras sente os impactos do petróleo na pele e precisa ser
respeitada. Vamos seguir firmes defendendo o que é direito da nossa população”,
concluiu.
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