
O Brasil registrou um aumento significativo em sua dívida pública. Em março, a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) alcançou 80,1% do Produto Interno Bruto (PIB), marcando o maior patamar desde julho de 2021.
Este índice, divulgado pelo Banco Central nesta quinta-feira (30.abr.2026), sinaliza um retorno aos níveis de endividamento observados durante o período mais crítico da pandemia de Covid-19. A elevação reflete desafios fiscais no cenário econômico nacional.
A dívida bruta do Governo Geral, que engloba o governo federal, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), e os governos estaduais e municipais, totalizou R$ 10,4 trilhões em valores nominais no mês de março. Este montante representa um crescimento de 0,9 ponto percentual em relação a fevereiro.
No acumulado do ano, de dezembro a março, a relação dívida-PIB subiu 1,4 ponto percentual. Durante a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o aumento foi ainda mais expressivo, registrando 8,7 pontos percentuais.
O Banco Central detalhou que a alta mensal foi impulsionada por diversos fatores. Entre eles, destacam-se os gastos com juros nominais, que contribuíram com 0,9 p.p., e a emissão líquida de dívida, responsável por 0,4 p.p.. A desvalorização cambial adicionou 0,1 p.p., enquanto a variação do PIB nominal atuou como um fator de contenção, subtraindo 0,5 p.p..
Considerando o período anual, o aumento de 1,4 ponto percentual foi justificado principalmente pelos gastos com juros nominais, que somaram 2,4 p.p.. As emissões líquidas de dívida contribuíram com 0,4 p.p.. Em contrapartida, o crescimento do PIB nominal e o efeito da valorização cambial ajudaram a mitigar o avanço da dívida, com reduções de 1,2 p.p. e 0,2 p.p., respectivamente.
Juros e Déficit
O pico histórico da dívida bruta foi registrado em outubro de 2020, quando atingiu 87,7% do PIB. Naquela ocasião, o aumento do endividamento estava diretamente ligado às medidas emergenciais adotadas pelos governos federal e estaduais para atenuar os impactos econômicos da crise sanitária.
Naquele período, o setor público consolidado enfrentava um déficit primário anualizado de R$ 661,8 bilhões. A taxa básica de juros, a Selic, estava em 2% ao ano, o que mantinha os gastos com juros da dívida em patamares mais controlados.
Atualmente, o déficit primário anualizado em março deste ano foi de R$ 137,1 bilhões. Contudo, as despesas com juros da dívida têm sido severamente pressionadas pela Selic mais elevada. Em março, os gastos com juros atingiram um recorde de R$ 1,08 trilhão, refletindo o custo crescente do endividamento para o país. Mais detalhes podem ser encontrados no comunicado do Banco Central aqui.
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Fonte: poder360.com.br
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