
O deputado estadual Douglas Ruas (PL) foi eleito presidente
da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) nesta sexta-feira, 17 de
maio de 2026. A votação ocorreu em meio a tentativas de obstrução por parte de
parlamentares.No plenário, dos 45 deputados presentes, 44 votaram a favor da
eleição de Ruas, com uma abstenção. Partidos de oposição boicotaram a sessão,
alegando discordância sobre a modalidade de voto aberto, defendendo a votação
secreta para evitar pressões políticas.
Os partidos PSD, MDB, Podemos, PR, PSB, Cidadania, PCdoB e
PSOL optaram por não participar da sessão. Eles argumentavam que a votação
aberta poderia expor os parlamentares a pressões e retaliações políticas, o que
justificaria a necessidade do voto secreto.
Ao todo, 25 deputados estaduais não estiveram presentes na
votação. A única abstenção registrada foi a do deputado Jari Oliveira (PSB),
que, apesar de ser da oposição, participou remotamente para votar em Dr.
Deodalto para segundo secretário da mesa diretora.
A defesa da votação secreta pela oposição já havia sido
derrubada judicialmente. Em decisão proferida na quinta-feira, 16 de maio, o
Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) rejeitou um pedido do PDT que
visava garantir o pleito com voto secreto.
Contexto político
A eleição de Douglas Ruas ocorre em um cenário de
instabilidade política na Alerj. O deputado Guilherme Delaroli (PL) estava no
exercício da presidência da Casa, assumindo o cargo após o afastamento
do então presidente Rodrigo Bacellar.
Bacellar foi afastado e chegou a ser preso por vazar
informações sigilosas da Operação Unha e Carne, que investigava o ex-deputado
estadual TH Joias por supostas ligações com o Comando Vermelho. Ele foi
novamente preso pela Polícia Federal em março de 2026, após uma prisão anterior
em dezembro de 2025, da qual foi solto por decisão do plenário da Alerj.
Em seu discurso após a posse, Douglas Ruas direcionou
críticas ao PSD e ao PDT. Ele os acusou de tentar impedir a votação aberta,
que, em sua visão, representa uma forma mais democrática de escolha. O novo
presidente destacou o ineditismo de um cenário com interinidade nos três
poderes do estado do Rio de Janeiro.
Ruas mencionou a interinidade no governo estadual e no
Judiciário, onde o presidente do TJRJ exercia o cargo de governador, e uma
desembargadora conduzia o poder de forma interina. Ele prometeu ser o
presidente de todos os 70 deputados da Alerj, enfatizando uma missão coletiva
construída através do diálogo para buscar soluções para a população fluminense.
Eleição anterior
Esta não é a primeira vez que Douglas Ruas é eleito para o
cargo. Em uma votação anterior, sua eleição foi anulada por decisão da
presidente em exercício do TJRJ. A anulação ocorreu porque o processo eleitoral
só poderia ser deflagrado após a retotalização dos votos nos parlamentares pelo
Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
Essa retotalização era necessária após a cassação do mandato
de Rodrigo Bacellar. A situação evidencia a complexidade do ambiente político e
jurídico que permeia a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.
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Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
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