3/22/2026

Multilateralismo: Lula e Petro reforçam compromisso com multilateralismo regional em cúpula

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Destaques:
  • Lula e Petro defenderam o fortalecimento de instâncias multilaterais regionais.
  • Presidente Lula se reuniu com líderes da Colômbia e Burundi em Bogotá.
  • Debates abordaram cooperação regional, segurança alimentar e candidaturas à ONU.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de importantes encontros bilaterais com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e o presidente do Burundi, Évariste Ndayishimiye. As reuniões ocorreram no sábado, 21 de março de 2026, durante a 10ª Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e o I Fórum Celac-África, realizados em Bogotá, na Colômbia. Esses encontros sublinham a agenda diplomática brasileira focada na cooperação Sul-Sul e no fortalecimento do multilateralismo regional e global.

As discussões em Bogotá ressaltaram a relevância de plataformas como a Celac para a articulação de políticas conjuntas e a promoção de interesses comuns entre os países da América Latina e Caribe, bem como a importância do diálogo com o continente africano para enfrentar desafios globais.

multilateralismo: cenário e impactos

Diálogo estratégico: Brasil e Colômbia fortalecem laços regionais

No encontro com o presidente colombiano, Gustavo Petro, os dois líderes abordaram a presidência da Colômbia à frente da Celac, avaliando os avanços e desafios da gestão. Também foram discutidas as expectativas para a próxima presidência do Uruguai, que se inicia em breve, indicando uma transição e continuidade nas pautas regionais.

De acordo com informações do Planalto, Lula e Petro reiteraram a importância de fortalecer as instâncias multilaterais regionais. Esse posicionamento conjunto reflete a visão de que a cooperação e a coordenação entre os países são fundamentais para enfrentar questões como desenvolvimento econômico, proteção ambiental e segurança. O presidente colombiano, Gustavo Petro, confirmou sua participação na reunião “Democracia contra o Extremismo”, agendada para 18 de abril em Barcelona, um evento que reforça o compromisso com a defesa dos valores democráticos em um cenário global complexo. A colaboração entre Brasil e Colômbia é vista como um pilar para a estabilidade e o progresso na América do Sul.

Cooperação Sul-Sul: Brasil e Burundi em pauta

A reunião bilateral com o presidente do Burundi, Évariste Ndayishimiye, também foi um ponto alto da agenda brasileira. O presidente Lula parabenizou Ndayishimiye por sua eleição como presidente da União Africana, um cargo de grande relevância para a articulação política e econômica do continente. Em seguida, Lula agradeceu a adesão do Burundi à Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, uma iniciativa que busca mobilizar esforços internacionais para combater a insegurança alimentar e promover o desenvolvimento sustentável.

Durante o diálogo, o presidente brasileiro destacou a importância estratégica da instalação de um escritório da Embrapa em Adis Abeba, capital da Etiópia. Na avaliação de Lula, essa iniciativa resultará em significativas oportunidades de cooperação para o desenvolvimento do setor agropecuário em todo o continente africano, promovendo a transferência de tecnologia e o intercâmbio de conhecimentos para aprimorar a produção de alimentos e a segurança alimentar na região. A Embrapa, empresa brasileira de pesquisa agropecuária, é reconhecida por sua expertise em agricultura tropical, e sua presença na África pode impulsionar soluções inovadoras para os desafios locais.

Debate sobre a liderança global: candidaturas à Secretaria-Geral da ONU

Um tema de destaque nas conversas foi a sucessão na Secretaria-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). O presidente Lula defendeu a candidatura da ex-presidenta chilena Michelle Bachelet para o cargo, argumentando que é o momento de a ONU ser presidida, pela primeira vez em 80 anos, por uma mulher da América Latina e Caribe. Essa posição reflete a busca por maior representatividade regional e de gênero nas mais altas esferas da governança global.

Por sua vez, o presidente Ndayishimiye expressou seu apoio à candidatura do ex-presidente do Senegal, Macky Sall. A discussão sobre as candidaturas à Secretaria-Geral da ONU evidencia a importância que esses líderes atribuem à escolha de um nome capaz de conduzir a organização em um cenário de crescentes desafios globais, desde conflitos e crises humanitárias até as mudanças climáticas e a busca por um multilateralismo mais eficaz. As diferentes visões sobre a liderança da ONU demonstram a complexidade das relações internacionais e a busca por um equilíbrio de forças e representatividades no cenário mundial. Para mais informações sobre a posição brasileira, acesse: Agência Brasil.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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