O Federal Bureau of Investigation (FBI) emitiu um alerta às autoridades de segurança da Califórnia sobre a possibilidade de ataques com drones na costa oeste dos Estados Unidos, supostamente planejados pelo Irã como retaliação a ações militares americanas contra o país.
De acordo com o comunicado, obtido pela ABC News, o governo
iraniano teria considerado realizar um ataque surpresa utilizando veículos
aéreos não tripulados lançados a partir de uma embarcação não identificada
próxima ao território americano. O alvo seriam pontos ainda não especificados
no estado da Califórnia.
“Irã supostamente aspirava conduzir um ataque surpresa
usando veículos aéreos não tripulados a partir de uma embarcação não
identificada ao largo do território dos Estados Unidos, especificamente contra
alvos não especificados na Califórnia, caso os EUA realizassem ataques contra o
país”, diz o alerta.
O FBI afirmou ainda que não há detalhes adicionais sobre o
possível plano. “Não temos informações adicionais sobre o momento, método, alvo
ou autores desse suposto ataque”, acrescenta o documento.
O aviso surgiu em meio à escalada de tensões envolvendo o
governo americano e o Irã. Nem o FBI nem a Casa Branca comentaram
oficialmente o conteúdo do alerta.
Autoridades também têm demonstrado preocupação com o aumento
do uso de drones por cartéis mexicanos. Um boletim do governo divulgado em
setembro indicou que líderes de organizações criminosas poderiam ter autorizado
ataques com drones contra agentes de segurança e militares dos Estados Unidos
na fronteira sul. Embora um ataque em território americano represente uma
escalada sem precedentes, autoridades consideram o cenário possível.
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Enquanto isso, uma ofensiva cibernética atribuída a um grupo
alinhado a Teerã também chamou atenção. A empresa de tecnologia médica Stryker,
com sede em Michigan, relatou uma interrupção global em seus sistemas nesta
quarta-feira, que deixou milhares de funcionários sem acesso às plataformas de
trabalho.
O grupo hacker conhecido como Handala afirmou em
um comunicado divulgado no Telegram que invadiu mais de 200 mil sistemas da
empresa e extraiu cerca de 50 terabytes de dados. Segundo a organização, o
ataque teria sido uma retaliação a ações militares contra o Irã.
A Stryker emprega cerca de 53 mil pessoas e atua em mais de
100 países, fornecendo tecnologias médicas avançadas, como sistemas robóticos
para cirurgias, próteses articulares e equipamentos de trauma e
neurotecnologia. A empresa ainda não detalhou a extensão dos danos causados
pelo incidente cibernético.
Gazeta Brasil

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