Maria Alcina Pinto, de 86 anos, era a principal testemunha e confidente de Rosalina Ribeiro, assassinada a tiros na Região dos Lagos em 2009.
O processo judicial que apura o assassinato da milionária
portuguesa Rosalina Cardoso Ribeiro da Silva sofreu uma perda significativa. A
cantora de fado Maria Alcina Pinto, de 86 anos, apontada como uma das
principais testemunhas e confidente da vítima, faleceu de causas naturais no
último dia 28 de janeiro, em um hospital no Centro do Rio.
Maria Alcina era peça-chave para o esclarecimento do crime
ocorrido na noite de 7 de dezembro de 2009, em Saquarema. Na ocasião, Rosalina,
então com 74 anos, foi morta com dois tiros. A amizade íntima entre a fadista e
a milionária fazia de seu depoimento um dos pilares da acusação para
reconstruir os últimos passos da vítima e as motivações por trás da execução.
Um crime que marcou a Região dos Lagos
O caso Rosalina Ribeiro é um dos mais emblemáticos da
crônica policial de Saquarema. A disputa por uma herança milionária deixada
pelo advogado português Lúcio Tomé Feteira sempre esteve no centro das
investigações, colocando o ex-advogado de Rosalina como principal suspeito de
planejar o crime para ocultar desvios de bens.
Impacto no processo judicial
Com o falecimento de Maria Alcina, a justiça perde o contato
direto com uma das pessoas que mais conhecia a rotina e os temores da vítima.
Juristas apontam que, embora o processo siga seu curso, a ausência física da
testemunha obriga o tribunal a se basear em depoimentos colhidos anteriormente,
o que pode alterar a dinâmica das próximas audiências.
A morte da fadista Maria Alcina Pinto encerra um capítulo de
amizade e lealdade que atravessou décadas, deixando agora nas mãos da justiça a
missão de concluir o caso sem a voz de sua principal confidente.
Fonte: extra.globo.com

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