Estudo da
Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que a medida representaria um
acréscimo de R$ 178,8 bilhões nos custos com empregados formais apenas na
indústria — alta de 25,1% em relação ao custo com pessoal, com base em valores
de 2023. Para a economia como um todo, o aumento estimado é de 20,7%. Esses
recursos, alerta a entidade, deixariam de ser direcionados a investimentos em
inovação, expansão produtiva e geração de empregos.
A Rio
Indústria também chama atenção para o risco de queda de produtividade e
competitividade, em um cenário em que a produtividade média do trabalhador
brasileiro corresponde a apenas 23% da observada nos Estados Unidos. Sem ganhos
concretos de eficiência, a redução da jornada pode pressionar custos, afetar
preços ao consumidor e levar empresas — especialmente pequenas e médias — a
reduzir contratações ou migrar para a informalidade. A entidade defende que
qualquer debate sobre jornada de trabalho seja pautado por critérios técnicos,
diálogo tripartite e políticas que priorizem o aumento da produtividade e a
sustentabilidade do emprego formal.

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