Explosões deixaram feridos na capital ucraniana, enquanto
combates e alertas aéreos se espalham por diferentes frentes do conflito
Diversas explosões abalaram Kiev na madrugada deste domingo
(22), informaram as autoridades ucranianas, que denunciaram um ataque
com míssil balístico dois dias antes do quarto aniversário da invasão russa da
Ucrânia.
Jornalistas da AFP ouviram explosões por volta das 4h00,
horário local (23h00 de sábado, no horário de Brasília), pouco depois de um
alerta de míssil balístico ter sido acionado na capital, e novamente duas horas
depois.
“O inimigo realizou outro ataque maciço com mísseis e drones
contra residências civis e infraestruturas críticas na região”, declarou o
chefe da administração militar da região de Kiev, Mykola Kalashnik, no
Telegram.
Segundo ele, cinco cidades nos arredores da capital
foram afetadas. Uma mulher e uma criança foram hospitalizadas em Kiev
após serem feridas por destroços que caíram nos arredores da cidade, informou o
prefeito de Kiev, Vitali Klitschko.
As autoridades das regiões de Dnipro (centro-leste) e Odessa
(sul) também relataram bombardeios, que deixaram duas pessoas feridas na
primeira e atingiram infraestruturas com drones na segunda.
Durante a noite, a Força Aérea declarou alerta geral
em toda a Ucrânia devido à ameaça de mísseis. O Exército polonês
mobilizou aviões para proteger seu espaço aéreo, como costuma fazer em resposta
a ataques russos em larga escala que ameaçam regiões fronteiriças.
A Rússia, que ocupa aproximadamente 20% do território
ucraniano, bombardeia diariamente áreas civis e infraestruturas, o que
desencadeou a pior crise energética do país desde o início da invasão em 2022.
As temperaturas despencaram para quase -10°C na manhã deste domingo
em Kiev, quando a cidade foi atacada novamente.
Em Lviv, perto da fronteira com a Polônia, explosões em
lojas no centro da cidade mataram uma policial e feriram outras 15 pessoas
durante a noite, antes que os alertas de ataque aéreo fossem ativados.
“Este é claramente um ato terrorista”, declarou o prefeito
Andrii Sadović em um vídeo publicado nas redes sociais, sem especificar quem
poderia ser o responsável.
Desde o início da invasão russa, militares e autoridades
ucranianas foram alvos de explosões em diversas ocasiões, mesmo longe da linha
de frente.
Bloqueio da Starlink
A Rússia lançou sua invasão em grande escala da Ucrânia em
24 de fevereiro de 2022, desencadeando o conflito mais sangrento e
destrutivo na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
“Não se pode dizer que estamos perdendo a guerra,
honestamente, certamente não estamos. A questão é se vamos vencê-la”, disse o
presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, à AFP na sexta-feira, apesar do lento
avanço do Exército russo no Donbass.
O líder também afirmou que suas tropas recuperaram
300 quilômetros quadrados em contra-ataques em andamento no sul.
A AFP não conseguiu confirmar esses números, mas, se
confirmados, representariam os avanços ucranianos mais significativos em um
período tão curto desde 2023.
Segundo Zelensky, o Exército ucraniano aproveitou-se do fato
de que as forças russas estavam impedidas de usar a Starlink, uma tecnologia
que lhes permite manter uma conexão de internet de alta velocidade, no início
de fevereiro, para realizar esses contra-ataques.
Na frente diplomática, várias rodadas de negociações foram
realizadas desde o início do ano entre enviados de Kiev, Moscou e Washington,
sem nenhum progresso concreto até o momento.
Na terça-feira, quando o conflito entra em seu quinto ano, o
presidente francês, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro britânico, Keir
Starmer, copresidirão uma reunião por videoconferência da Coalizão de
Voluntários em apoio à Ucrânia.
*AFP

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