O país enfrenta uma prolongada crise política e, desde 2016,
já teve sete chefes de Estado
O Congresso do Peru votou nesta terça-feira (17), para
remover o presidente interino José Jerí do cargo, enquanto ele enfrenta
acusações de corrupção, desencadeando uma nova onda de instabilidade política a
poucas semanas da eleição presidencial de abril no país.
Jerí está sob investigação preliminar por corrupção e
tráfico de influência, decorrente de uma série de reuniões não divulgadas com
dois executivos chineses.
Com 75 votos a favor, 24 contra e três abstenções, o
Legislativo do Peru votou para remover Jerí da posição que ele havia assumido
em 10 de outubro. Sua predecessora, Dina Boluarte, foi destituída enquanto uma
onda de crimes assolava o país.
A remoção de Jerí do cargo é o capítulo mais recente de uma
prolongada crise política em um país que viu sete presidentes desde 2016 e está
prestes a realizar uma eleição geral em meio a um clamor público generalizado
sobre o aumento da criminalidade violenta.
Os legisladores escolherão um novo presidente entre seus
integrantes para governar até 28 de julho, quando o líder interino entregará o
cargo ao vencedor da eleição presidencial de 12 de abril.
As acusações contra Jerí surgiram de um relatório vazado
sobre uma reunião clandestina em dezembro com dois executivos chineses Um dos
participantes possui contratos governamentais ativos, enquanto o outro está
atualmente sob investigação por suposto envolvimento em uma operação ilegal de
extração de madeira.
Ele negou qualquer irregularidade e disse que se encontrou
com os executivos para organizar uma festividade peruano-chinesa.
JP

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