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| Angel Morote. Foto: Arquivo Pessoal |
Nós, pessoas com
deficiência (PcD), idosos e cidadãos com mobilidade reduzida, não somos uma
minoria invisível. Somos moradores, contribuintes, trabalhadores e, acima de
tudo, parte essencial da identidade de Rio das Ostras. Entretanto, o direito de
ir e vir e o acesso digno aos serviços públicos ainda são barreiras diárias que
enfrentamos.
A prefeitura abriu a
revisão do Plano Diretor, o documento que guiará nossa cidade pelos próximos
dez anos. É agora ou nunca. Se nossas necessidades não forem escritas nesta
lei, continuaremos lutando por migalhas de acessibilidade em vez de direitos
consolidados.
Eu, como defensor
desses direitos e através do Rio das Ostras Jornal, já enviei minhas
contribuições. Exijo que o novo Plano Diretor contemple:
- Mobilidade Urbana Real: Calçadas
padronizadas, semáforos sonoros e transporte 100% adaptado.
- Saúde e Educação Inclusivas:
Equipamentos médicos adaptados e mediadores garantidos para cada aluno que
precisar.
- Turismo e Lazer Acessíveis: Nossas
praias e eventos culturais devem ser para todos, com cadeiras anfíbias e
intérpretes de Libras permanentes.
- Incentivo Econômico: Que as empresas que
contratam PCDs e investem em acessibilidade tenham apoio do município.
Mas a minha voz
sozinha não basta. Escrevo esta carta para convocar você — pai, mãe, cuidador,
idoso ou pessoa com deficiência — a ocupar o seu lugar de fala. Não espere que
o futuro aconteça por acaso. Acesse o site da Prefeitura
até o dia 15 de fevereiro e registre sua sugestão.
Participar é um ato
de cidadania. Para que Rio das Ostras seja, de fato, a cidade de todos, ela
precisa, primeiro, conseguir receber a todos.
Juntos, somos mais
fortes.

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