Uma empresa da região de Navarra (norte) havia sido enganada para transferir
8,1 mil euros
As forças de segurança da Espanha detiveram sete pessoas
de várias nacionalidades sul-americanas, inclusive do Brasil,
suspeitas de integrar uma quadrilha dedicada a estelionatos por meio do método
de se passar por uma autoridade eclesiástica.
Os detidos são duas mulheres brasileiras de 36 e 37;
um homem brasileiro de 23; duas colombianas de 22 e 26 anos; um
venezuelano de 24 e um dominicano de 34 anos.
Aos supostos envolvidos foram atribuídos crimes de
estelionato, lavagem de dinheiro, usurpação de identidade, falsificação de
documento público e pertencimento a grupo criminoso, segundo informaram as
forças policiais nesta terça-feira em um comunicado.
Os agentes constataram que uma empresa da região de Navarra
(norte) havia sido enganada para transferir 8,1 mil euros.
Os acusados entravam em contato por telefone com
funcionários da empresa afetada passando-se por um responsável relevante do
setor eclesiástico; eles geravam uma falsa sensação de urgência
econômica e legitimidade para induzir um pagamento imediato.
A vítima em questão denunciou uma chamada telefônica de um
número oculto, na qual um interlocutor solicitava dinheiro urgentemente para o
pagamento de serviços editoriais.
Após várias tentativas fracassadas em uma primeira entidade
bancária, o dinheiro foi finalmente enviado para uma conta no exterior. O
pedido posterior de uma segunda transferência despertou as suspeitas da pessoa
afetada, que comprovou tratar-se de um golpe.
Os investigadores localizaram domicílios relacionados à
atividade criminosa na província de Toledo (centro), além de conexões com
outros locais de Espanha e Bélgica.
Em uma residência de Toledo, foi encontrada vasta
documentação bancária de entidades espanholas e belgas, bem como cartões SIM de
celulares e dispositivos móveis.
As duas mulheres brasileiras e o homem dominicano foram
postos à disposição da Justiça e ficaram em liberdade provisória,
com a obrigação de se apresentarem ao tribunal a cada 15 dias.
*EFE

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