Ministro do STF estipulou prazo de cinco dias à Polícia
Militar para a entrega do documento
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal
(STF), solicitou nesta segunda (26) à Polícia Militar do Distrito Federal
um relatório das atividades do ex-presidente Jair Bolsonaro
(PL) na Sala de Estado-Maior, localizada no 19º Batalhão da Polícia Militar do
Distrito Federal, conhecida como “Papudinha”.
A PM tem o prazo de cinco dias para
responder ao ofício com o relatório completo, com as respectivas datas e
horários, das seguintes atividades:
- visitas
a advogados, parentes e amigos;
- consultas
e exames médicos;
- fisioterapia
e atividades físicas;
- atividades
laborais;
- leituras
e demais ocorrências.
Bolsonaro na Papudinha
O ministro do STF, Alexandre de Moraes, autorizou
no dia 15 de janeiro a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para
o batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF), que ficou conhecido
como “Papudinha”. O ex-presidente estava detido desde novembro de 2025 na
Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
Na decisão, Moraes destacou que a transferência permitiria
o aumento dos horários de visitas (2h para 6h) e maior
número de refeições diárias (de 3 para 5). A sala na Papudinha também
tem uma área maior, de 64,8 m², com banheiro, cozinha, lavanderia, quarto, sala
e área externa. A sala na PF tem apenas 12 m², e as acomodações se limitam a
quarto e banheiro.
A nova sala é separada da unidade dividida entre o
ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, e o ex-diretor da Polícia Rodoviária
Federal (PRF), Silvinei Vasques, que também foram condenados por tentativa de
golpe de Estado e cumprem pena na Papudinha. As celas são semelhantes e ambas
comportam quatro pessoas.
Condenação de Bolsonaro
No dia 11 de setembro, Bolsonaro havia sido condenado pela
Primeira Turma do STF a 27 anos e três meses de prisão pelos
crimes de tentativa de golpe de Estado, organização criminosa armada e abolição
violenta do Estado Democrático de Direito. A decisão, porém, ainda não havia
transitado em julgado — e a prisão preventiva decretada no dia 22 de novembro
de 2025 não marcou o início do cumprimento da pena, mas sim uma
medida cautelar.
Na véspera da prisão, a defesa havia solicitado que
Bolsonaro pudesse cumprir eventual pena em casa devido ao seu estado de saúde,
afirmando que ele estaria “profundamente debilitado”. O pedido chegou a Moraes
horas antes da vigília convocada por Flávio Bolsonaro.
JP

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