Imunizante tem 74% de eficácia geral, 91,6% contra a dengue
grave e 100%na prevenção de hospitalizações
O Instituto Butantã anunciou um avanço significativo no
combate à dengue com o desenvolvimento de uma nova vacina, que demonstrou
eficácia na redução da replicação do vírus após a infecção, prometendo ser uma
ferramenta crucial na luta contra a doença. Espera-se que o imunizante esteja
disponível ao público em 2026, conforme destacado em uma publicação recente na
prestigiada revista científica The Lancet. Durante o estudo clínico
de fase três, 35 participantes apresentaram sintomas menos graves e um risco
reduzido de complicações, além de uma diminuição na transmissão do vírus para
mosquitos, um fator essencial no controle da doença.
O estudo foi liderado pelo pesquisador Maurício Lacerda
Nogueira, da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, e contou com a
autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a
fabricação e uso da vacina. Destinada a pessoas entre 12 e 59 anos, a vacina
será disponibilizada na rede pública de saúde. O desenvolvimento contou com a
participação de 16 mil voluntários de 14 estados brasileiros, resultando em uma
vacina com 74% de eficácia geral, 91,6% contra a dengue grave e 100% de
eficácia na prevenção de hospitalizações por dengue.
Em 2024, o Brasil enfrentou a maior epidemia de dengue de
sua história, com mais de 6 mil mortes registradas. A implementação do
imunizante na rede pública é vista como um passo vital para reduzir o número de
casos e mortes. No entanto, é crucial que a população continue a adotar medidas
preventivas, como evitar o acúmulo de água parada, para controlar a
proliferação do mosquito transmissor, especialmente durante períodos de chuva e
calor intenso.
JP

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