Procedimento para correção de hérnia e tratamento de soluços
ocorre em Brasília sob forte esquema de segurança; ex-presidente teve saída
temporária da prisão autorizada pelo STF
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)
passa por uma cirurgia na manhã desta quinta-feira (25), feriado de Natal. O
procedimento, realizado no Hospital DF Star, em Brasília, tem como
objetivo principal a correção de uma hérnia inguinal bilateral e o tratamento
de quadros persistentes de soluços.
A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes,
do Supremo Tribunal Federal (STF),
visto que Bolsonaro cumpre pena de prisão na capital federal.
Confira abaixo os principais pontos sobre o procedimento:
1. Procedimento médico
A cirurgia, prevista para começar às 9h, tem duração
estimada entre três e quatro horas. O procedimento envolve duas frentes:
Correção de hérnia inguinal: Reparo de uma
protuberância na região da virilha, que pode causar dor e complicações
intestinais. Devido ao histórico de múltiplas cirurgias abdominais (decorrentes
do atentado de 2018), a equipe médica considera o caso complexo devido à
presença de aderências (tecidos cicatriciais internos);
Bloqueio do nervo frênico: Uma intervenção
anestésica focada em interromper os episódios crônicos de soluços que acometem
o ex-presidente, possivelmente ligados à irritação diafragmática;
O ex-presidente será submetido a anestesia geral. A equipe
médica estima um período de internação pós-operatória de cinco a sete dias.
2. Segurança e restrições judiciais
Como Bolsonaro se encontra sob custódia do Estado —
cumprindo pena na Superintendência da Polícia Federal —,
a internação segue regras estritas determinadas pelo STF:
Dispositivos eletrônicos: Está proibida a
entrada de celulares, tablets ou computadores no quarto, tanto para o paciente
quanto para visitantes, visando impedir comunicações não autorizadas;
Acompanhantes e visitas: A
ex-primeira-dama Michelle
Bolsonaro foi autorizada a permanecer como acompanhante. Os filhos
do ex-presidente têm permissão para visitas sem limite de horário, mas devem
entrar um por vez. Qualquer outra visita depende de prévia autorização
judicial;
Escolta: A permanência no hospital é monitorada
por agentes federais, e Bolsonaro deve retornar à prisão imediatamente após a alta
médica;
3. Decisão de Moraes
A transferência para o hospital ocorreu na quarta-feira
(24), véspera de Natal. A defesa do ex-presidente solicitou a internação
argumentando a necessidade dos exames pré-operatórios e a urgência do
tratamento para evitar complicações como o encarceramento da hérnia. A
Procuradoria-Geral da República (PGR)
emitiu parecer favorável, que embasou a decisão de Moraes.
Os laudos oficiais da Polícia Federal confirmaram a
necessidade da cirurgia, classificando o quadro de saúde como compatível com a
demanda por tratamento hospitalar especializado.
JP

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