Segundo a Polícia Militar, uma rebelião teve início por
volta das 14h e, durante o tumulto, os adolescentes conseguiram escapar da
unidade.
Catorze menores infratores fugiram do Centro de
Socioeducação (Cense) Aeroporto Dom Bosco, na Ilha do Governador, na Zona Norte
do Rio, neste domingo (7). As informações foram confirmadas pela Polícia
Militar, que foi acionada para a ocorrência.
Segundo a PM, uma rebelião teve início por volta das 14h e,
durante o tumulto, os adolescentes conseguiram escapar da unidade.
Ao g1, o
secretário da Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes, informou que 10 dos
adolescentes pertencem ao Comando Vermelho (CV) e 4 ao Terceiro Comando Puro
(TCP).
Ainda segundo ele, um interno de 18 anos foi ferido a
pedradas e levado para o Hospital Municipal Evandro Freire, na Ilha. Não
há informações sobre o seu estado de saúde.
Ele acrescentou que equipes foram mobilizadas para cercar a
Ilha do Governador, mas, até a última atualização desta reportagem, nenhum dos
fugitivos havia sido encontrado.
O g1 apurou que a fuga já era previsível
por causa da superlotação na unidade.
A reportagem procurou
o Degase, a Polícia Civil e o governo do estado, que ainda não se pronunciaram.
200 infratores aguardam vaga
Em julho, o governo do estado anunciou um investimento
de R$ 53 milhões para construir oito novas unidades do Degase, com
a previsão de criar 219 vagas e modernizar a infraestrutura do sistema de
internação de jovens infratores. Até agora, porém, nenhuma das novas unidades
saiu do papel.
O Ministério Público do Rio (MPRJ) segue em alerta para os
riscos da superlotação, já que o sistema continua operando no limite. Segundo o
órgão, mais
de 200 adolescentes aguardam vagas para cumprir medidas
socioeducativas.
Atualmente, o RJ conta com 24 unidades do Degase em
funcionamento, de acordo com o governo. Em julho, a previsão era de que,
até o fim de 2025, oito novas unidades fossem entregues, elevando o total para
32.
O MPRJ acompanha o cumprimento de um Termo de Ajustamento de
Conduta (TAC) firmado com o estado desde 2021, que prevê a criação de 15
novas unidades, a descentralização do atendimento e a garantia de
convivência familiar.
Segundo o órgão, o ritmo das obras é lento e
ainda há unidades sendo transformadas para atender à demanda emergencial.
Por TV Globo
e g1 Rio



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