Presidente citou votação direta no plenário, mas plano é
questionado por senadores, que querem análise da CCJ antes
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP),
afirmou nesta terça-feira (9) que vai colocar o projeto da anistia aos
envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 em
votação direto no plenário da Casa caso a Câmara dos
Deputados aprove o texto. “Nós vamos deliberar esse projeto no
Senado assim que a Câmara deliberar”, disse.
O projeto, que agora prevê redução de penas aos envolvidos
nos atos extremistas do 8 de Janeiro, foi colocado na ordem do dia da Câmara
desta terça.
A decisão foi anunciada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB)
após reunião com líderes partidários e com o relator, deputado Paulinho da
Força (Solidariedade-SP).
O presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça),
senador Otto Alencar (PSD-BA), discordou de Alcolumbre e disse que é
inaceitável que o projeto não passe pela comissão antes.
“É um desrespeito aos senadores. Tenho posição pessoal, vou
manifestar aqui. Lá, vou designar relator, colocar em votação, deliberar. Tem
maioria? Aprova. O Senado, como a Câmara Federal, é Casa de decisões coletivas
por maioria. Não pode chegar de afogadilho e votar aqui de maneira nenhuma”,
disse Otto.
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), disse
que apoia a proposta para mudar a dosimetria das penas dos condenados pelo 8 de
Janeiro, mas ponderou que texto deve passar ao menos pela CCJ, mesmo que a
análise seja acelerada entre senadores. “Ninguém vai mudar de posição em 24
horas”, afirmou.
R7

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