![]() |
| Cedae — Foto: Reprodução/TV Globo |
Banco Central decretou regime de administração especial temporária do Master por 120 dias e a liquidação do conglomerado; presidente foi preso pela PF. Cedae afirma que movimentação foi de 'acordo com as políticas de investimento, governança e compliance'.
Assim como o Rioprevidência, a Companhia
Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) também investiu no Banco Master.
A própria companhia afirma que aplicou, em outubro de
2023, R$ 200 milhões, que
a "movimentação financeira estava de acordo com as políticas de
investimento, governança e compliance". O g1 apurou que o caso está em apuração no Tribunal de Contas
do Estado (TCE-RJ).
Nesta terça-feira (18), o Banco Central decretou regime de
administração especial temporária do Master por 120 dias e a liquidação do
conglomerado. O presidente da instituição, Daniel Vorcaro, foi preso pela Polícia Federal (PF) horas
antes, na noite de segunda (17), tentando deixar o país.
O diretor da PF, Andrei Rodrigues, afirmou que o esquema de fraudes financeiras que resultou
na prisão de Vorcaro e de 4 diretores da instituição pode
chegar a R$ 12 bilhões.
Segundo o deputado estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha
(PSD), a Cedae aplicou mais de R$
218 milhões em CDBs do Banco Master, alegando “alta liquidez e
baixo risco”.
A Cedae afirma que o rendimento da aplicação "foi
bastante elevado para os padrões do mercado financeiro". "Adotada
pela Cedae em 2022, a nova política de investimentos foi um dos alicerces para
o início da série de três anos de balanços superavitários", diz a nota.
A companhia diz ainda que, em setembro passado,
"iniciou o resgate da aplicação, após o Banco Master sofrer rebaixamento
do grau de investimento, sendo desenquadrado da política de investimento da
Cedae".
"Os
compromissos vinham sendo honrados pela instituição até ontem [segunda-feira].
Mas, com o atraso de uma parcela, a Cedae já comunicou o fato relevante à CVM e
também o publicará no Diário Oficial. A Cedae aguarda, agora, o desenrolar dos
fatos para tomar as medidas jurídicas necessárias."
“Não resta dúvida de que essa operação da PF vai dar grandes
desdobramentos, quiçá no próprio Estado do Rio de Janeiro e nessas
instituições que estão jogando dinheiro do aposentado e pensionista no
ralo, porque corre o risco de
virar pó”, afirmou Luiz Paulo.
Também nesta terça, o g1 mostrou que o Rioprevidência aplicou em
fundos do grupo liderado pelo Banco Master. O investimento foi
realizado ao longo de 2024 e 2025, aproveitando taxas consideradas “mais
atrativas” que as oferecidas por concorrentes. O Rioprevidência é o fundo
responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões a 235 mil servidores inativos do RJ.
“Isso aconteceu também com a Cedae, a nossa empresa
produtora de água, que comprou mais de R$ 200 milhões de CDB do Banco Master.
CDBs que estavam pagando aproximadamente
130% do CDI. Era um valor que parecia até uma pirâmide,
dificilmente alguém conseguiria honrar”, afirmou Luiz Paulo.
O deputado afirma que o caso da Cedae repete o do
Rioprevidência, que já havia sido alvo de investigação do Tribunal de Contas do RJ
(TCE-RJ) por aplicar recursos no mesmo banco.
Por TV Globo e g1
Rio

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!