Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez nesta terça-feira (30) um discurso em tom beligerante diante da cúpula militar do país. EFE/EPA/CAROLINE BREHMAN
Republicano atacou cidades
governadas por democratas, como San Francisco, Nova York, Los Angeles e
Chicago, classificando-as como ‘perigosas’ e defendendo a mobilização da Guarda
Nacional
O presidente dos Estados
Unidos, Donald Trump, fez nesta terça-feira (30) um discurso em
tom beligerante diante da cúpula militar do país, em Quantico, Virgínia. Ele
instou generais e almirantes a “vigiar o inimigo interno” e prometeu
“ressuscitar o espírito guerreiro” das Forças Armadas.
O encontro foi convocado pelo
secretário de Guerra, Pete Hegseth — nova denominação adotada pelo governo para
o antigo Departamento de Defesa —, que apresentou diretrizes mais rígidas de
recrutamento, treinamento e conduta. As medidas incluem maior exigência física,
fim das queixas anônimas, restrição a barbas e cabelos longos, além da redução
de cargos de comando.
Trump, por sua vez, atacou
cidades governadas por democratas, como San Francisco, Nova York, Los Angeles e
Chicago, classificando-as como “perigosas” e defendendo a mobilização da Guarda
Nacional. O presidente afirmou que algumas dessas localidades poderiam ser
usadas como “campos de treinamento” para tropas. Desde o retorno de Trump
ao poder, a Guarda Nacional já foi enviada a cidades como Los Angeles,
Washington e Portland, gerando protestos de governadores e ações judiciais
contra o uso das tropas.
A nova linha de atuação também
busca encerrar o que o governo chama de “lixo ideológico” introduzido em
gestões anteriores, como programas de diversidade e inclusão. “Acabou essa
merda”, disse Hegseth, ao criticar políticas adotadas no governo de Joe Biden,
incluindo a nomeação de oficiais de grupos minoritários. Apesar do
endurecimento das regras, Hegseth afirmou que mulheres continuam aptas a
servir, desde que atendam aos padrões físicos exigidos. “Se as mulheres
conseguirem, ótimo. Mas os critérios serão neutros — e elevados”, destacou.
Além das mudanças internas, Trump
tem ampliado a intervenção militar no exterior, autorizando operações contra
embarcações suspeitas de tráfico no Caribe, ataques a alvos iranianos e
bombardeios contra rebeldes huthis no Iêmen. A reestruturação já resultou
na demissão de diversos oficiais de alto escalão, incluindo o ex-comandante do
Estado-Maior Charles Brown, o chefe da Marinha e o comandante da Guarda
Costeira. Cortes de até 20% no número de generais e almirantes de quatro
estrelas também foram ordenados.
Com informações da AFP

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