Homens foram encurralados por
policiais dentro da casa de uma moradora
Rio - Imagens
mostram cerca de 24 criminosos do Comando Vermelho (CV) se rendendo
após ficarem encurralados pela polícia na casa de uma moradora do Complexo do
Alemão, na Zona Norte do Rio, nesta terça-feira (28). A situação aconteceu
durante a megaoperação realizada na comunidade e na Penha. No
vídeo, é possível ver os homens formando uma fila indiana para deixar a
residência, onde mantinham a dona da casa refém. Veja as imagens abaixo.
A gravação começa com um dos
criminosos pedindo à moradora: "Filma, tia, filma." Em seguida, o
mesmo homem tenta dialogar com os policiais: "Tranquilidade, rapaziada. Tá
geral sem camisa, nós vai descer. Nós tá na mão, tranquilidade. A arma tá lá em
cima. Sem esculacho, sem esculacho, vai sair geral. O bagulho é tranquilidade.
Vai, vai, vai, pode ir", diz enquanto o grupo se rende.
Em outro momento, ele avisa que há um homem morto dentro da casa: "Tem um
amigo morto aqui no chão." As imagens também mostram marcas de sangue nas
paredes da residência. Veja o vídeo:
Megaoperação tem 64 mortos
A megaoperação nos complexos da
Penha e Alemão, que teve início na manhã desta terça-feira (28), registrou
60 suspeitos mortos. Dois policiais civis e dois PMs também morreram durante
a ação. Outros oito agentes ficaram feridos e mais quatro pessoas foram vítimas
de bala perdida. Ao todo, as equipes prenderam 81 suspeitos e apreenderam 93
fuzis, além de uma grande quantidade de drogas.
Essa já é considerada
a operação mais letal da história do estado do Rio de Janeiro. O
número de mortos é mais que o dobro do registrado na operação do Jacarezinho,
em maio de 2021, quando 28 pessoas foram mortas. Em maio de 2022, outra grande
operação na Vila Cruzeiro, também na Zona Norte, deixou 24 mortos. Mesmo
somando os óbitos das ações de 2021 e 2022, o total não supera o número de
óbitos da operação desta terça-feira.
O governador do Rio, Cláudio Castro, também mencionou a letalidade da ação. "Hoje
é um dia importante para o Rio de Janeiro: a maior operação da história das
nossas polícias. Não tenho dúvida de que estamos dando um duro golpe na
criminalidade", completou.
Castro destacou ainda que o
policiamento permanecerá reforçado nas ruas "até que a situação esteja
completamente normalizada". "A polícia não sairá das ruas até que
você possa voltar para casa hoje e trabalhar amanhã com segurança. Confie nas
forças de segurança. Estamos trabalhando muito porque queremos um Rio de Janeiro
e um Brasil livres da criminalidade", declarou.
O Dia

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