Victor Santos afirma que pedido negado foi de apoio logístico militar, não de efetivo da PF, com quem houve troca de informações. Ele criticou exigência de GLO para ceder veículos. Megaoperação da polícia que deixou mais de 121 mortos no Rio de Janeiro na terça-feira (28).
O secretário de Segurança Pública
do RJ, Victor Santos, disse que houve "confusão" em torno do apoio do
governo federal à megaoperação realizada na terça-feira (28) nos complexos do
Alemão e da Penha, no Rio de
Janeiro.
"Eu acho que é a confusão
foi no sentido do que foi pedido", afirmou
Ao Estúdio i, ele detalhou que a
ajuda negada partiu do Ministério da Defesa – um pedido de blindados militares
– e não do Ministério da Justiça ou da Polícia Federal, com quem, segundo ele,
a troca de informações e a cooperação técnica já é rotineira e ocorreu desde o
início do planejamento da megaoperação
A operação, considerada a mais
letal da história do Rio de Janeiro, resultou em mais de 120 mortes.
O secretário explicou que o
pedido de apoio negado pelo governo federal foi direcionado ao Ministério da
Defesa e era de natureza logística, não operacional. O governo do Rio solicitou
o empréstimo de blindados militares para superar as barricadas do tráfico, que
dificultam o acesso dos veículos blindados das polícias estaduais.
"O que aconteceu em
relação específica a essa negativa de apoio foi em relação ao Ministério da
Defesa", frisou Santos. Ele descreveu as barricadas como "verdadeiras
construções de engenharia" e disse que os blindados estaduais "não
têm a configuração militar, ele consegue passar".
Segundo o secretário, o
Ministério da Defesa condicionou a cessão dos veículos à decretação de uma
operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). Santos criticou essa exigência
para um apoio logístico pontual.
Ele diferenciou a GLO usada em
grandes eventos internacionais, que é "construída a quatro mãos" e
tem o interesse primário do governo federal, da situação atual. "O que não
dá é [...] dizer que [...] o estado não tem condições de prover a segurança
pública do Estado, e isso eu sou contra, até porque a gente vem fazendo isso
diariamente", afirmou.
Troca de informações com PF
desde o início
Santos ressaltou a integração
entre as polícias do Rio, a Secretaria Nacional de Segurança Pública e a
Superintendência da Polícia Federal no estado. Ele agirmou que a PF foi
comunicada sobre a operação desde o começo de seu planejamento, há mais de 60 dias,
pois poderiam existir alvos de interesse federal na área.
"Existe essa integração,
as inteligências se falam diariamente trocando informações, compartilhando
informações", afirmou. "Essa operação, ela já vem sendo planejada há
mais de 60 dias, e desde o início essa troca de informações ela vinha sendo
feita com a PF do Rio. Desde o início essa troca de informações ela vinha sendo
feita com a PF do Rio".
Ele mencionou que ferramentas
federais como a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) e o
Comitê de Inteligência Financeira (CIFRA) já operam em conjunto com as forças
estaduais. "Nesse nível [técnico] não tem qualquer tipo de problema",
garantiu.
A decisão da PF de não participar
ativamente da ação de terça-feira foi, segundo o secretário, uma opção da
própria instituição federal, que avaliou a "conveniência e
oportunidade". "A gente deixa bem à vontade a instituição",
disse.
G1

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!