Zelensky afirma que a Rússia pode perder até US$ 50 bilhões por ano devido às sanções impostas recentemente pelos EUA. EFE/EPA/PRESIDENTIAL PRESS SERVICE
Presidente ucraniano afirma que
as medidas afetariam a indústria petrolífera russa
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky,
disse nesta quinta-feira (30) que a Rússia pode perder até
US$ 50 bilhões por ano devido às sanções impostas recentemente pelos Estados Unidos e
outros países ao setor petrolífero russo, segundo um relatório dos serviços de
inteligência da Ucrânia. Trata-se
da primeira estimativa própria de Kiev sobre o preço que a Rússia pagará pelas
sanções aos dois gigantes russos do setor petrolífero, Lukoil e Rosneft,
anunciadas recentemente pelo governo do presidente americano, Donald Trump.
“Antecipamos que, se a pressão
sobre Moscou continuar de forma sólida e coerente, as perdas causadas
unicamente pelas medidas impostas recentemente serão de ao menos US$ 50
bilhões”, escreveu Zelensky em suas redes sociais.
Na última terça-feira (28),
Zelensky disse que seus parceiros acreditavam que as sanções causariam à
indústria petrolífera russa perdas de cerca de US$ 5 bilhões por mês, com o que
o cálculo de Kiev sobre o possível impacto das restrições americanas é um pouco
mais pessimista em sua estimativa total.
O mandatário ucraniano mostrou-se
confiante de que os parceiros de Kiev ditarão em breve novas medidas
sancionatórias contra as exportações de petróleo russo, e disse que as
distorções que todas estas sanções possam causar no mercado internacional podem
ser compensadas com petróleo dos países árabes.
Zelensky celebrou que seus
parceiros estejam levando em conta suas propostas de sanções às exportações de
petróleo russas que sustentam economicamente a máquina de guerra do Kremlin, e
insistiu na necessidade de reforçar as medidas contra a chamada “frota
fantasma” de navios-tanque com que Moscou burla as sanções e continua
exportando para destinos proibidos.
O presidente ucraniano também foi
informado pelo chefe do Serviço de Inteligência Estrangeira sobre os “planos”
que a China teria a curto prazo a respeito da invasão russa da Ucrânia. “É
importante que a China contribua para os esforços destinados a parar as atuais
tentativas russas de expandir e prolongar a guerra. Nossos diplomatas receberão
as instruções adequadas de acordo com a informação das reuniões recentes na
região”, concluiu Zelensky sua mensagem, referindo-se presumivelmente à reunião
que Trump manteve com o presidente chinês, Xi Jinping.
Com informações da EFE

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