Texto deve ser encaminhado ao
Congresso nos próximos dias e em caráter de urgência para forçar a votação
O presidente Lula determinou o
envio, em regime de urgência, de um projeto de lei que cria a taxação sobre
bancos, fintechs e plataformas de apostas online, conhecidas como bets. A
informação foi confirmada pelo líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ),
após a reunião de líderes nesta quinta-feira (23). “O governo quer sim forçar a
votação”, afirmou.
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Segundo o parlamentar, a ordem
partiu diretamente de Lula e o texto deve ser encaminhado ao Congresso nos
próximos dias e em caráter de urgência para forçar a votação. “Um projeto só,
que coloca bancos, fintechs e bets. Um projeto e o governo vai pedir urgência.
Porque ao pedir urgência, ele força a votação, se não tranca a pauta em 45
dias”, explicou Lindbergh. A expectativa é arrecadar cerca de R$ 10 bilhões com
a nova taxação, parte do esforço para equilibrar as contas públicas e cumprir
as metas fiscais de 2026.
Além da proposta, o presidente da
Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB),
anunciou esforço concentrado para a próxima semana, com cerca de 60 itens na
pauta, incluindo o projeto que proíbe a cobrança de bagagem de mão pelas
companhias áreas e o que aumenta a pena para adulteração de bebidas com
metanol.
Motta informou ainda que o
governo pretende votar primeiro o corte de despesas e, na sequência, as
reduções nas isenções tributárias, medidas que podem gerar uma economia de R$
25 bilhões no orçamento do próximo ano.
A oposição, no entanto, promete
resistência. O líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ),
fez duras críticas ao ministro da Fazenda Fernando Haddad ao
dizer que ele é um “péssimo político e péssimo ministro da economia” e afirmou
que o partido não apoiará manobras do governo para reverter derrotas anteriores
em temas como a da Medida Provisória alternativa ao aumento do IOF.
Nos bastidores, o clima político
segue tenso. Após a publicação do acórdão do julgamento do núcleo central dos
envolvidos na tentativa de golpe de 8 de janeiro pelo STF, Sóstenes voltou a
defender anistia aos condenados e afirmou que o tema deve ser debatido
novamente em até 15 dias na reunião de líderes.
Enquanto isso, PT e PSOL
apresentaram recurso com 86 assinaturas pedindo a revisão da decisão que
arquivou o processo no Conselho de Ética contra o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
JP

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