Local sem higiene e licença
sanitária produzia gelo com água de procedência duvidosa em Costazul;
fiscalização amplia ações contra riscos à saúde pública
Uma operação de fiscalização em
Rio das Ostras colocou sob os holofotes um problema silencioso, mas perigoso: a
produção e venda de bebidas adulteradas e o uso de gelo de origem duvidosa. A
ação, deflagrada na última semana, resultou na interdição de um depósito em
Costazul que fabricava gelo sem qualquer autorização sanitária, colocando em
risco a saúde dos consumidores.
No local, fiscais encontraram
máquinas em funcionamento, água sem controle de qualidade e condições de
higiene precárias. O depósito não possuía registro de atividade nem o CNAE
exigido para operação. A megaoperação contou com o trabalho conjunto da
Vigilância em Saúde, Defesa Civil, Procon, Comfis, Guarda Municipal e apoio da
Polícia Militar.
Segundo a coordenadora da
Vigilância em Saúde, Nirvana Braga, o gelo produzido de forma ilegal pode
conter bactérias, vírus e até resíduos químicos usados em limpeza e
refrigeração. “Essas fábricas ignoram regras básicas que garantem a segurança
do alimento e a saúde do consumidor”, afirmou.
A ação faz parte de um esforço
maior para combater a venda de bebidas adulteradas que já causaram mortes no
país. Até o momento, foram registradas cinco mortes e mais de duzentos casos
suspeitos de intoxicação por metanol no Brasil, alguns deles no Estado do Rio,
inclusive na Região dos Lagos.
O município informou que as
fiscalizações continuarão nas próximas semanas em diferentes bairros. A meta é
impedir novas irregularidades e proteger a população de produtos clandestinos.
“Depósitos com máquinas de gelo precisam se regularizar ou terão suas atividades
suspensas”, reforçou a equipe de fiscalização.
O Dia

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