O governo de Israel anunciou a retomada do acesso de ajuda humanitária à Faixa de Gaza após um dia de intensos bombardeios e confrontos, marcando o episódio mais grave desde o início da trégua mediada pelos Estados Unidos.
A decisão inclui a entrada
de alimentos, medicamentos e combustível, mas o posto de
Rafah continuará fechado até que o grupo terrorista Hamas
devolva os corpos de 16 reféns, segundo informaram fontes israelenses aos
meios de comunicação Ynet e Canal 12.
A reativação do fluxo de
caminhões ocorre depois de o Exército israelense relatar,
neste domingo, um violento incidente na fronteira sul de Gaza, onde
supostos membros da polícia de Hamas trocaram tiros com soldados de Israel.
Enquanto o grupo islâmico
Hamas nega envolvimento no confronto, as autoridades militares afirmam
que o grupo “violou de forma flagrante o cessar-fogo”, o que levou
a uma série de ataques aéreos sobre a região.
De acordo com porta-vozes
militares, os bombardeios israelenses atingiram posições e comandantes
do Hamas, responsáveis pelo lançamento de um míssil antitanque contra
tropas israelenses. Pelo menos dois soldados de Israel morreram durante
o ataque.
A resposta incluiu ataques
a túneis, depósitos de armas e um antigo colégio usado como abrigo
para deslocados, segundo relatos de moradores e dados dos serviços de saúde
locais. O Hamas afirmou que 26 pessoas morreram em
Gaza, entre elas uma mulher e uma criança.
A escalada de violência provocou um êxodo de famílias palestinas de áreas como Khan Younis. Em Nuseirat, mercados registraram grande movimento de pessoas tentando estocar produtos básicos diante do medo de um colapso total do cessar-fogo.
Horas depois, o Exército
de Israel declarou que a trégua permanece em vigor, mas
prometeu “responder com firmeza a qualquer nova violação”.
“Continuaremos aplicando o acordo de cessar-fogo e responderemos com firmeza a qualquer violação”, afirmou um porta-voz israelense.
O primeiro-ministro
Benjamin Netanyahu apoiou a posição militar, afirmando ter ordenado
uma “resposta contundente” às supostas violações do Hamas.
Segundo o jornal Ynet,
o envio de caminhões de ajuda será retomado assim que cessarem
os bombardeios. Fontes de segurança israelenses disseram ainda que a pressão
dos Estados Unidos foi decisiva para destravar o envio de suprimentos
a Gaza.
A administração americana,
por meio dos enviados Steve Witkoff e Jared Kushner,
deve realizar reuniões em Israel para acompanhar a retomada da ajuda
humanitária e verificar o cumprimento do cessar-fogo.
O último acordo de trégua, que
começou em 19 de janeiro e terminou em 18 de março,
resultou em um bloqueio total da entrada de ajuda por onze semanas,
até 19 de maio.
Organizações humanitárias
alertaram que a tênue trégua pode ruir se os episódios de
violência voltarem a crescer, o que dificultaria ainda mais a chegada de
recursos essenciais à população de Gaza.
Enquanto isso, o posto de
Rafah permanece sob controle egípcio e fechado por decisão de
Israel até que o Hamas entregue os corpos dos 16 reféns. O
braço armado do grupo terrorista declarou que não mantém contato com
as facções envolvidas em Rafah desde março e reiterou que continua
comprometido com o acordo de cessar-fogo, negando qualquer responsabilidade
no ataque que motivou os bombardeios.
Com informações da EFE

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