Ativistas da flotilha, incluindo Greta Thunberg, são vistos sendo transportados para Israel depois que seus navios foram interceptados pelas IDF em 2 de outubro de 2025 (Ministério das Relações Exteriores)
O Ministério das Relações Exteriores de Israel informou nesta quinta-feira (2) que os passageiros da Flotilha Global Sumud, incluindo ativistas brasileiros e a sueca Greta Thunberg, “estão seguros e em boas condições de saúde”. Segundo o governo israelense, os detidos estão chegando ao país e, em seguida, serão deportados para a Europa.
O governo de Israel chamou a
missão humanitária, que partiu levando água, comida e medicamentos ao povo
palestino, de “Hamas-Sumud” e classificou a operação como uma provocação.
“A provocação Hamas-Sumud terminou. Nenhum dos
iates provocadores conseguiu entrar em uma zona de combate ativa ou romper o
bloqueio naval legal. Todos os passageiros estão seguros e com boa saúde. Eles
estão a caminho de Israel, de onde serão deportados para a Europa”, afirmou o
Ministério das Relações Exteriores em comunicado publicado na rede social X
(antigo Twitter).
O ministério também emitiu um
alerta para uma embarcação que ainda segue em alto-mar: “Um último navio desta
provocação permanece à distância. Se se aproximar, sua tentativa de entrar em
uma zona de combate ativa e romper o bloqueio também será impedida.”
A atualização ocorre após a
interceptação, na quarta-feira (1º), de 39 barcos da flotilha que transportavam
ajuda humanitária à Faixa de Gaza. Entre os detidos estão os brasileiros Bruno
Sperb Rocha, Lisiane Penca Severo, Magno de Carvalho Costa, Mariana Conti
Takahashi, Thiago Ávila e Gabriela Tolotti, além da deputada federal Luizianne
Lins (PT-CE).
Em nota, a organização da
flotilha denunciou a ação de Israel como ilegal, alegando que a interceptação
ocorreu em águas internacionais:
“Este é um sequestro ilegal, em violação
direta ao direito internacional e aos direitos humanos básicos. Interceptar
embarcações humanitárias em águas internacionais é um crime de guerra; negar
acesso a assessoria jurídica e ocultar o paradeiro dos detidos agrava ainda
mais esse crime.”
A organização afirmou ainda:
“O mundo testemunhou civis
desarmados, carregando ajuda humanitária, serem alvo de intimidação e
interceptação nas horas finais de sua missão pacífica rumo a Gaza. Exigimos que
governos, líderes mundiais e instituições internacionais intervenham
imediatamente. Nosso compromisso permanece claro: romper o cerco ilegal de
Israel e pôr fim ao genocídio em curso contra o povo palestino.”
O bloqueio marítimo à Faixa de
Gaza é alvo de críticas de organizações internacionais, que afirmam que a
medida agrava a crise humanitária na região. Israel, por outro lado, defende o
bloqueio como necessário para impedir o envio de armas ao grupo Hamas.
A Flotilha Global Sumud reúne
mais de 40 barcos civis, transportando cerca de 500 pessoas, entre
parlamentares, advogados e ativistas. O grupo reforça que a missão é
exclusivamente humanitária, buscando romper o bloqueio israelense e levar
insumos básicos em meio à guerra.
Nota do Itamaraty
“O governo brasileiro acompanha
com preocupação a interceptação pela marinha israelense de embarcações da
Flotilha Global Sumud, que contam com presença de cidadãs e cidadãos
brasileiros, incluindo parlamentares.
Diante das primeiras notícias de
detenção de nacionais brasileiros a bordo de embarcações da flotilha, entre
eles a deputada federal Luizianne Lins, o Brasil recorda o princípio da
liberdade de navegação em águas internacionais e ressalta o caráter pacífico da
flotilha.
O governo brasileiro deplora a
ação militar do governo de Israel, que viola direitos e põe em risco a
integridade física de manifestantes em ação pacífica. No contexto dessa
operação militar condenável, passa a ser de responsabilidade de Israel a
segurança das pessoas detidas.
Reitera, nesse contexto,
exortação pelo levantamento imediato e incondicional de todas as restrições
israelenses à entrada e distribuição de ajuda humanitária na Faixa de Gaza, em
consonância com as obrigações de Israel, como potência ocupante, à luz do
direito internacional humanitário.
A Embaixada do Brasil em Tel Aviv
está em contato permanente com as autoridades israelenses, de modo a prestar a
assistência consular cabível aos nacionais, conforme estabelece a Convenção de
Viena sobre Relações Consulares.”
Gazeta Brasil

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!