10/29/2025

Governo do Rio pede a transferência de dez criminosos para presídios federais

Ordem para as ações de terror em toda a cidade partiram de 
criminosos que estão detidos. Érica Martin/Agência O Dia

Ordens para gerar caos na cidade partiram de dentro da cadeia, apontou relatório da Polícia Civil

Rio - O Governo do Rio solicitou, na noite desta terça-feira (28), a transferência dez presos para presídios federais. De acordo com um relatório da Polícia Civil do Rio de Janeiro, a ordem para as ações de terror em toda a cidade partiram de criminosos que estão detidos. A informação foi confirmada pelo governador Cláudio Castro em um vídeo publicado no X (antigo Twitter). 

A megaoperação no Complexo do Alemão e na Penha, ambos na Zona Norte do Rio, resultou em 64 mortes, 81 suspeitos presos e 93 fuzis apreendidos. Uma grande quantidade de outros materiais também foi recolhida, mas o balanço ainda está em fase de contabilização.

O governo do Rio diz que esta foi a maior ação integrada das forças de segurança dos últimos 15 anos. A Operação Contenção mobilizou mais de 2,5 mil policiais civis e militares. O objetivo foi capturar lideranças criminosas e conter a expansão territorial do Comando Vermelho.

Impactos na cidade

O clima de insegurança generalizada forçou a antecipação da rotina de milhares de cariocas. Com estabelecimentos e instituições públicas encerrando as atividades antes do previsto, os transportes públicos adiantaram o horário de pico em quatro horas para dar conta da alta demanda de passageiros que buscavam, desesperadamente, voltar para suas casas.

A volta para casa para os moradores do Rio se tornou uma corrida contra o tempo. Trens e metrôs ficaram superlotados, gerando uma preocupação para quem voltava do trabalho.

Segundo o Rio Ônibus, foram registrados 71 ônibus utilizados como barricadas e 204 linhas com itinerários impactados. Por nota, o sindicato mencionou um "prejuízo significativo para a mobilidade urbana da cidade". 

Dentre as ocorrências, ônibus e um caminhão ficaram atravessados na Autoestrada Grajaú-Jacarepaguá, que fica próxima ao Complexo do Lins. Nos bairros do Méier, também próximo à comunidade, e do Engenho de Dentro, perto da favela do Camarista Méier, coletivos foram sequestrados e deixados nas ruas Dias da Cruz, Borja Reis e Adolfo Bergamini. Houve relatos de mais veículos tomados nas áreas do Complexo do Chapadão, em Anchieta, Engenho da Rainha, Cascadura, bem como na Cidade de Deus, além de nos complexos da Penha e Alemão.

Um grupo ainda ateou fogo em caçambas de lixo na Rua 24 de Maio e na Avenida Marechal Rondon, entre os bairros do Engenho Novo, Riachuelo e Sampaio, onde fica o Morro do São João. Também teve tiroteio no Morro do Turano, no Rio Comprido, e de comércio fechado na Rua Conde de Bomfim, na Tijuca, e na Dias da Cruz, no Méier. A Linha Amarela foi fechada por volta das 12h e chegou a ser liberada para o tráfego, mas voltou a sofrer com interdições intermitentes, desde 13h50, na altura da Cidade de Deus. Relatos afirmam que traficantes do Morro do Dezoito, em Água Santa, fizeram disparos contra a via.

O Dia

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