Debates, que serão abertos às 8h
pelo ministro Gilmar Mendes, contarão com a presença de especialistas em
direito trabalhista, representantes de sindicatos, do Ministério do Trabalho e
de setores empresariais
O Supremo Tribunal Federal (STF) promove
nesta segunda-feira (6) uma audiência pública para debater a pejotização nas
relações de trabalho. O fenômeno ocorre quando empresas contratam prestadores
de serviço como pessoa jurídica para fugir do vínculo trabalhista. Os debates
serão abertos às 8h, pelo ministro Gilmar Mendes, relator das ações que tratam
da questão, e contarão com a presença de especialistas em direito trabalhista,
representantes de sindicatos, do Ministério do Trabalho
e Emprego, Ministério Público do Trabalho (MPT) e dos setores
empresariais.
Em abril deste ano, o ministro
suspendeu todas as ações sobre o tema que estão em tramitação no país e
convocou a audiência pública. Os processos só voltarão a tramitar após a
decisão da Corte sobre a legalidade da pejotização. A data do julgamento não
foi definida. Ao determinar a audiência pública, Gilmar Mendes disse
que os debates vão ajudar no exame da questão e definir balizas para
contratação de autônomos e pessoas jurídicas.
Após a decisão do ministro, entidades que representam magistrados do trabalho e a seccional da Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP) defenderam a competência da Justiça do Trabalho para julgar casos envolvendo a pejotização. Pejotização é um termo usado para caracterizar contratações de trabalhadores como pessoas jurídicas pelas empresas. Os PJ, como são chamados, não têm carteira de trabalho assinada. Essa modalidade ganhou força com a reforma trabalhista, de 2017, que permitiu a terceirização do trabalho para atividades-fim da empresa.
Desde então, milhares de
processos chegaram às varas da Justiça do Trabalho, e trabalhadores contratados
como PJ passaram a buscar o reconhecimento de vínculo empregatício. De acordo
com o Ministério Público do Trabalho (MPT), de 2020 a março de 2025, foram
ajuizadas 1,2 milhão de reclamações trabalhistas por causa da terceirização.
Com informações da Agência Brasil

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