Em meio à crescente tensão militar entre Estados Unidos e Venezuela, o presidente americano Donald Trump fez um breve e enigmático comentário neste domingo (7) sobre a possibilidade de ataques contra o Cartel dos Sóis em território venezuelano.
Questionado se considerava
ordenar ataques contra o narcotráfico no país caribenho, o líder republicano
respondeu apenas: “Vocês verão”.
A declaração ocorre dias após
Trump ter advertido que qualquer aeronave venezuelana que represente uma ameaça
às forças americanas na região será abatida. A tensão aumentou na semana
passada, quando caças venezuelanos sobrevoaram um navio militar dos EUA no mar
do Caribe, levando o Pentágono a deslocar imediatamente dezenas de caças F-35
para Porto Rico, reforçando sua presença militar na área.
O ditador Nicolás Maduro, que é
acusado pela Justiça americana de liderar o Cartel dos Sóis, ameaçou com uma
“luta armada” caso ocorra uma agressão militar.
Em uma conferência na Casa
Branca, Trump foi enfático: “Se nos puserem em uma posição perigosa, serão
abatidos”. Ele evitou dar detalhes sobre a distância de aproximação dos aviões
venezuelanos, mas insistiu que qualquer ação que coloque as forças americanas
em risco terá uma “resposta contundente”.
O atual aumento da presença
militar dos EUA no Caribe faz parte de uma das maiores operações antidrogas das
últimas décadas na região. Oito navios de guerra, um submarino nuclear e os
caças F-35 estão patrulhando as águas próximas à Venezuela. Washington
justifica a operação pelo aumento do tráfico de drogas a partir do território
venezuelano, uma situação que, segundo Trump, tem permitido a entrada de
“bilhões de dólares em drogas” nos EUA. O presidente também acusou o regime de
Maduro de liberar “seus piores prisioneiros” para que cheguem a solo americano.
Em resposta, Maduro advertiu que
a Venezuela passará da “fase política” para uma “etapa de luta armada” se
houver uma agressão militar. Durante um ato transmitido em rede nacional, ele
afirmou que a resposta seria “planificada, organizada, de todo o povo contra a
agressão, seja local, regional ou nacional”, justificando-a como uma defesa da
soberania e da paz. “Ninguém poderá vir a nos escravizar”, disse.
Paralelamente às tensões no
Caribe, Trump assinou uma ordem executiva para mudar o nome do Departamento de
Defesa para Departamento de Guerra, resgatando a denominação histórica da
instituição. A medida, segundo Trump, visa “restaurar o espírito guerreiro” do
Exército americano para “lutar de maneira decisiva” e “para vencer, não para
não perder”.
Gazeta Brasil

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