TH e pelo menos outras 17 pessoas
foram alvo de 2 operações simultâneas, de investigações convergentes.
O procurador-geral de Justiça do
RJ, Antonio José Campos Moreira, afirmou que determinou uma investigação sobre
o possível vazamento das operações
Bandeirante e Zargun. Segundo Campos Moreira, “houve uma certa
dificuldade” para achar o deputado estadual Thiego Raimundo dos
Santos Silva, o TH Joias, do MDB. Ele
e outras 14 pessoas foram presas nesta quarta-feira (3).
“O parlamentar havia saído do
condomínio por volta das 21h40 [de terça, 2, véspera da operação], deixando
a casa completamente desarrumada, o que pode sugerir uma fuga e o
desfazimento de vestígios de fatos criminosos”, afirmou.
TH de fato não estava em casa
quando as equipes chegaram e só foi encontrado horas depois na residência de um
amigo.
“Isso tem que ser apurado para
que não ocorra o que mutas vezes ocorre: um trabalho de investigação e
denúncias, e as prisões ficam no vazio”, declarou Campos Moreira.
TH, que tem imunidade
parlamentar, foi preso porque, no entendimento do MPRJ, estava “em
flagrante delito até o momento da operação” — como manter em seu gabinete
pessoas ligadas ao Comando Vermelho (CV).
O parlamentar é suspeito de
tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro, além de negociar armas e
acessórios para o CV. “Ele [TH] teria feito um movimento de R$ 5 milhões de
compra de drogas”, afirmou Campos Moreira. “A finalidade do mandato era
beneficiar a organização criminosa”, emendou.
“Antes do mandato, ele já
integrava o CV, com uma condenação em mais de 14 anos por lavagem de capitais”,
destacou Campos Moreira.
“Eu não posso dizer que o tráfico
de drogas tenha eleito [o TH]. Mas eu posso afirmar que ele foi eleito para se
valer do mandato a fim de beneficiar essa organização criminosa.”
A prisão
TH
foi preso na manhã desta quarta-feira (3) pela Força Integrada de
Combate ao Crime Organizado no Rio de
Janeiro (Ficco/RJ). Ainda segundo o procurador, a Alerj pode, em
plenário, relaxar a prisão de TH.
O deputado e pelo menos outras 17
pessoas foram
alvo de 2 operações simultâneas, de investigações convergentes.
Uma, a Zargun,
cumpriu mandados expedidos pela Justiça Federal; outra, a Bandeirante,
pelo Tribunal de Justiça do RJ — com base na denúncia do Ministério
Público do Rio de Janeiro (MPRJ).
Nesse processo, 5 pessoas foram
denunciadas, e 4 delas tiveram mandados de prisão — TH
Joias foi um dos presos. O grupo responde, segundo o MPRJ, por associação
para o tráfico de drogas e comércio ilegal de armas de fogo de
uso restrito.
“Na PF, os fatos são outros,
diversos dos apurados aqui pelo MPRJ. As investigações continuam para apurar a
realização do tráfico de drogas”, explicou o procurador.
Para Antonio José, as
investigações identificaram vínculos entre o deputado e o Comando Vermelho, com
atuação nos Complexos da Maré e do Alemão e na comunidade de Parada de Lucas.
Por Rafael Nascimento, g1 Rio


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