O Supremo defende que o
magistrado tem tido ‘atuação independente e dentro das leis e da Constituição’;
Moraes diz que decisão ‘violenta o Direito Internacional, a Soberania do Brasil
e a independência do Judiciário’
O Supremo Tribunal Federal (STF) publicou uma nota, nesta
segunda-feira (22), poucas horas após o governo Donald Trump sancionar
a mulher do ministro Alexandre de Moraes,
na qual diz lamentar e considerar “injusta” a nova medida financeira imposta
pelos Estados Unidos contra membros do Judiciário brasileiro e seus familiares.
A advogada Viviane Barci de Moraes e o Instituto Lex, de propriedade da família
Moraes, foram sancionados com a Lei Magnitsky, mesmo dispositivo utilizado
contra o seu marido.
A Corte afirma que,
“infelizmente, as autoridades norte-americanas foram convencidas de uma
narrativa que não corresponde aos fatos”. Na sequência, a nota menciona que a
“quase totalidade da sociedade reconhece a importância histórica” do julgamento
que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por atentando à democracia.
“Estamos diante de um julgamento
que respeitou o devido processo legal e o amplo direito de defesa, com total
publicidade”, afirmou o STF. O texto não foi assinado pelo presidente do STF,
Luís Roberto Barroso, o que reflete alto grau de institucionalidade e apoio de
todo o tribunal a Moraes e seus familiares neste momento.
A nota termina reforçando a
sensação de injustiça no tribunal, ao dizer que a ampliação das sanções
financeiras para um familiar de Moraes é ainda mais injusta. O STF defende que
Moraes tem tido “atuação independente e dentro das leis e da Constituição”.
Moraes também se manifestou em
nota e chamou de “ilegal e lamentável” a sanção imposta contra a sua mulher. O
ministro afirmou que a aplicação do dispositivo legal contrasta com a história
dos Estados Unidos e “violenta o Direito Internacional, a Soberania do Brasil e
a independência do Judiciário”.
“Independência do Judiciário,
coragem institucional e defesa à Soberania nacional fazem parte do universo
republicano dos juízes brasileiros, que não aceitarão coações ou obstruções no
exercício de sua missão constitucional conferida soberanamente pelo Povo
brasileiro”, prosseguiu. O magistrado finalizou a nota com a afirmação de que
continuará a julgar com independência e parcialidade.
JP

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