9/05/2025

Queda da indústria: a visão da Rio Indústria sobre o cenário nacional e os impactos no Rio de Janeiro


O resultado do PMI industrial divulgado para agosto, que marcou 47,7 pontos, confirma o quarto mês consecutivo de contração da atividade industrial no país, atingindo o nível mais baixo desde junho de 2023.

A Associação de Indústrias do Rio de Janeiro (Rio Indústria) avalia que a combinação de tarifas adicionais sobre exportações para os EUA e o atual patamar elevado da taxa Selic contribui de forma significativa para essa desaceleração, refletindo diretamente na produção, no emprego e no ritmo de investimentos das empresas.

O “tarifaço” norte-americano impacta setores estratégicos da indústria brasileira, que respondem por mais da metade das exportações para aquele mercado. Paralelamente, a Selic em 15% tem limitado a capacidade de financiamento tanto para consumidores quanto para empresas, gerando retração na demanda interna e redução de contratações. Como consequência, observa-se uma pressão sobre o desempenho do PIB no segundo semestre, com a indústria de transformação puxando os números para baixo.
 

No Rio de Janeiro, apesar de uma base industrial mais diversificada, os efeitos também são sentidos. Empresas do setor petroquímico, metalúrgico e de bens de consumo seguem ajustando produção e investimentos, enquanto o acesso a crédito mais caro compromete projetos de expansão e modernização.

O cenário reforça a necessidade de políticas que estimulem a competitividade e o crédito produtivo, especialmente em estados com forte presença industrial como o fluminense.

 Rio Indústria reforça seu compromisso em dialogar com governo e entidades setoriais para buscar soluções que minimizem os impactos da conjuntura atual e permitam que a indústria brasileira retome o crescimento de forma sustentável, preservando empregos e fortalecendo a economia regional e nacional.

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