O resultado do PMI industrial divulgado para agosto, que marcou 47,7 pontos, confirma o quarto mês consecutivo de contração da atividade industrial no país, atingindo o nível mais baixo desde junho de 2023.
A Associação de Indústrias do
Rio de Janeiro (Rio Indústria) avalia que a combinação de tarifas
adicionais sobre exportações para os EUA e o atual patamar elevado da taxa
Selic contribui de forma significativa para essa desaceleração, refletindo
diretamente na produção, no emprego e no ritmo de investimentos das empresas.
O “tarifaço” norte-americano
impacta setores estratégicos da indústria brasileira, que respondem por mais da
metade das exportações para aquele mercado. Paralelamente, a Selic em 15% tem
limitado a capacidade de financiamento tanto para consumidores quanto para
empresas, gerando retração na demanda interna e redução de contratações. Como
consequência, observa-se uma pressão sobre o desempenho do PIB no segundo
semestre, com a indústria de transformação puxando os números para baixo.
No Rio de Janeiro, apesar de uma
base industrial mais diversificada, os efeitos também são sentidos. Empresas do
setor petroquímico, metalúrgico e de bens de consumo seguem ajustando produção
e investimentos, enquanto o acesso a crédito mais caro compromete projetos de
expansão e modernização.
O cenário reforça a necessidade
de políticas que estimulem a competitividade e o crédito produtivo,
especialmente em estados com forte presença industrial como o fluminense.
A Rio
Indústria reforça seu compromisso em dialogar com governo e
entidades setoriais para buscar soluções que minimizem os impactos da
conjuntura atual e permitam que a indústria brasileira retome o crescimento de
forma sustentável, preservando empregos e fortalecendo a economia regional e
nacional.

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