Durante fala na Assembleia Geral,
monarca classifica a situação em Gaza como ‘devastadora’ e questiona a
finalidade de bombardeios diante de mortes, destruição e fome
O rei da Espanha, Felipe VI,
afirmou nesta quarta-feira (24) que o mundo já vive mergulhado em “conflitos,
guerras e tensões” e defendeu ações urgentes para restaurar a paz. Ele
destacou, em discurso na Assembleia Geral da ONU, que a estabilidade
europeia depende de justiça e garantiu que a Espanha “continuará apoiando o que
for preciso para que cheguemos a uma paz duradoura e segura” na Ucrânia.
Felipe VI estendeu a preocupação
ao Oriente Médio, classificando a situação em Gaza como “devastadora”.
Ele questionou a finalidade de bombardeios diante de mortes, destruição e fome,
e disse que isso “envergonha a comunidade internacional”. O monarca foi
enfático: “imploramos e exigimos que parem já esse massacre em Gaza”. Ele
também condenou o terrorismo do Hamas,
reconheceu o direito de Israel de
se defender, mas exigiu que Tel-Aviv permita ajuda humanitária, implemente um
cessar-fogo com garantias e liberte os reféns.
O rei defendeu que seja discutida
“o mais rápido possível” a solução de dois Estados como caminho viável para a
paz e reforçou que a ONU é “indispensável para a estabilidade global”,
lembrando que “a dignidade dos seres humanos não é negociável”. Felipe VI
alertou que viver em um mundo sem regras significaria “voltar à Idade Média”.
Democracia
Felipe VI disse ainda estar
preocupado com as ameaças às democracias pelo mundo, além de ter defendido
políticas migratórias mais amplas. Para ele, “imigração adequadamente realizada
é um vetor de desenvolvimento para os países que são destino dos imigrantes”, e
a Espanha apoia “com plena convicção a aplicação de um pacto mundial migratório
e de refugiados”.
JP

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