O presidente da Argentina, Javier Milei, apresentou nesta terça-feira (24) uma extensa agenda internacional em Nova York, iniciando sua participação na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Em seu discurso, Milei reafirmou a nova orientação da política externa argentina, centrada na defesa da liberdade individual, cooperação internacional e respeito aos direitos naturais, e pediu a libertação de Nahuel Gallo, argentino mantido refém pelo governo de Nicolás Maduro na Venezuela.
“Em esta mesma assembleia
apresentamos uma nova orientação em política exterior para a Argentina.
Sostivemos que era imperativo um retorno às ideias de liberdade, aos princípios
importantes que sustentam a dignidade da vida, a liberdade e a propriedade de
todos os indivíduos sob a lei”, afirmou Milei diante da ONU.
O mandatário argentino criticou o
que chamou de “modelo de governo supranacional de burocratas internacionais”,
que segundo ele, substituiu o propósito original da ONU. “Assim é como passamos
de uma organização que pretendia mediar a paz entre pares a uma organização que
pretende decidir não apenas o que cada nação deve fazer, mas também cada
indivíduo no planeta”, declarou Milei.
Ao comentar a política dos
Estados Unidos, Milei reforçou sua aliança com o presidente Donald Trump. “O
presidente Trump também entende que é o momento de reverter uma dinâmica que
estava levando os Estados Unidos a uma catástrofe, e sabemos que uma catástrofe
nos EUA é uma catástrofe global”, disse o presidente argentino. Ele elogiou
ainda a política migratória e as medidas de reestruturação do comércio
internacional adotadas por Trump, defendendo sua própria agenda de decisões
difíceis, mas, segundo ele, necessárias para o futuro da Argentina.
Milei destacou a defesa das
liberdades individuais, comerciais e direitos naturais. “Como sustentamos no
ano passado, não acompanharemos nunca o cerceamento de liberdades individuais,
comerciais, nem a violação dos direitos naturais dos cidadãos dos estados-membro.
E durante o último ano e meio votamos em consequência”, afirmou.
O presidente argentino também
denunciou o aumento do gasto público e o crescimento do poder estatal às custas
das liberdades individuais. “A maior manifestação disso é aqueles países que
mostram uma orgia de aumento de gasto público, já que o Estado não cria
riqueza, mas a destrói”, afirmou.
Em relação a temas sensíveis,
Milei apresentou quatro postulados importantes para a Argentina:
- Soberania das Ilhas Malvinas – Milei
reiterou o “reclamo legítimo e irrenunciável sobre a soberania das Ilhas
Malvinas, Geórgia do Sul, Ilhas Sandwich do Sul e espaços marítimos
circundantes ocupados ilegalmente”, e convidou o Reino Unido a retomar
negociações bilaterais.
- Condenação à violência fundamentalista –
Milei recordou os atentados contra a embaixada de Israel e a AMIA e pediu
fortalecimento da cooperação internacional para punir os responsáveis.
- Violência política de esquerda – O
presidente denunciou a escalada da violência política global atribuída a
setores de esquerda. “É inadmissível recorrer à força onde as razões
falham”, declarou.
- Libertação de Nahuel Gallo – Milei
classificou o caso do argentino sequestrado na Venezuela como
“desaparecimento forçado” e exigiu sua imediata libertação. “Fazemos um
chamado à comunidade internacional para acompanhar este reclamo legítimo
em defesa do direito internacional e da dignidade humana”, finalizou.
Gazeta Brasil

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