9/25/2025

Em discurso na ONU, Javier Milei elogia Trump e denuncia violência da esquerda


O presidente da Argentina, Javier Milei, apresentou nesta terça-feira (24) uma extensa agenda internacional em Nova York, iniciando sua participação na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Em seu discurso, Milei reafirmou a nova orientação da política externa argentina, centrada na defesa da liberdade individual, cooperação internacional e respeito aos direitos naturais, e pediu a libertação de Nahuel Gallo, argentino mantido refém pelo governo de Nicolás Maduro na Venezuela.

“Em esta mesma assembleia apresentamos uma nova orientação em política exterior para a Argentina. Sostivemos que era imperativo um retorno às ideias de liberdade, aos princípios importantes que sustentam a dignidade da vida, a liberdade e a propriedade de todos os indivíduos sob a lei”, afirmou Milei diante da ONU.

O mandatário argentino criticou o que chamou de “modelo de governo supranacional de burocratas internacionais”, que segundo ele, substituiu o propósito original da ONU. “Assim é como passamos de uma organização que pretendia mediar a paz entre pares a uma organização que pretende decidir não apenas o que cada nação deve fazer, mas também cada indivíduo no planeta”, declarou Milei.

Ao comentar a política dos Estados Unidos, Milei reforçou sua aliança com o presidente Donald Trump. “O presidente Trump também entende que é o momento de reverter uma dinâmica que estava levando os Estados Unidos a uma catástrofe, e sabemos que uma catástrofe nos EUA é uma catástrofe global”, disse o presidente argentino. Ele elogiou ainda a política migratória e as medidas de reestruturação do comércio internacional adotadas por Trump, defendendo sua própria agenda de decisões difíceis, mas, segundo ele, necessárias para o futuro da Argentina.

Milei destacou a defesa das liberdades individuais, comerciais e direitos naturais. “Como sustentamos no ano passado, não acompanharemos nunca o cerceamento de liberdades individuais, comerciais, nem a violação dos direitos naturais dos cidadãos dos estados-membro. E durante o último ano e meio votamos em consequência”, afirmou.

O presidente argentino também denunciou o aumento do gasto público e o crescimento do poder estatal às custas das liberdades individuais. “A maior manifestação disso é aqueles países que mostram uma orgia de aumento de gasto público, já que o Estado não cria riqueza, mas a destrói”, afirmou.

Em relação a temas sensíveis, Milei apresentou quatro postulados importantes para a Argentina:

  1. Soberania das Ilhas Malvinas – Milei reiterou o “reclamo legítimo e irrenunciável sobre a soberania das Ilhas Malvinas, Geórgia do Sul, Ilhas Sandwich do Sul e espaços marítimos circundantes ocupados ilegalmente”, e convidou o Reino Unido a retomar negociações bilaterais.
  2. Condenação à violência fundamentalista – Milei recordou os atentados contra a embaixada de Israel e a AMIA e pediu fortalecimento da cooperação internacional para punir os responsáveis.
  3. Violência política de esquerda – O presidente denunciou a escalada da violência política global atribuída a setores de esquerda. “É inadmissível recorrer à força onde as razões falham”, declarou.
  4. Libertação de Nahuel Gallo – Milei classificou o caso do argentino sequestrado na Venezuela como “desaparecimento forçado” e exigiu sua imediata libertação. “Fazemos um chamado à comunidade internacional para acompanhar este reclamo legítimo em defesa do direito internacional e da dignidade humana”, finalizou.

Gazeta Brasil

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