9/26/2025

‘Careca do INSS’ se recusa a responder perguntas, é chamado de ‘ladrão’ e gera bate-boca com advogado na CPMI


O depoimento de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, provocou gritos, discussões acaloradas e confusão durante a sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS nesta quarta-feira (25). Apesar da tensão, agentes da polícia legislativa foram chamados, mas não precisaram intervir.

Antunes, que está preso preventivamente por investigações da Polícia Federal, se recusou a responder às perguntas do relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL). Ao justificar seu silêncio, alegou que já havia sido julgado pelo parlamentar: “O relator já me julgou sem me ouvir”, disse, acrescentando que Gaspar o teria chamado de ladrão em outras sessões da comissão.

O episódio começou após a fala inicial do relator, que afirmou: “Hoje é um dia muito importante para esta comissão. Relatado pela Polícia Federal, está presente aqui o autor do maior roubo a aposentados e pensionistas da história do Brasil”.

A declaração gerou reação imediata do advogado de Antunes, Cleber Lopes, e desencadeou bate-boca entre parlamentares. O deputado Zé Trovão (PL-SC) se dirigiu à mesa diretora para discutir diretamente com o advogado. A sessão precisou ser interrompida pelo vice-presidente Duarte Jr (PSB-MA), que comandava a reunião no lugar de Carlos Viana (Podemos-MG).

Durante a sessão, Gaspar exibiu um vídeo em que Antunes aparece em uma reunião já durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao lado de funcionários de alto escalão do INSS. “Com treze dias de governo, só havia uma pessoa que não era do Ministério da Previdência Social. Quem deu autorização para um quadrilheiro sentar na mesa da Previdência Social?”, questionou.

O relator ainda apresentou acusações de supostas propinas que teriam passado pelas mãos de Antunes, além de listar bens e patrimônio não justificados atribuídos ao lobista.

O depoimento ocorre em cumprimento a um acordo feito com a defesa de Antunes, após o Supremo Tribunal Federal (STF) conceder habeas corpus permitindo que ele não precisasse comparecer à CPMI.

Gazeta Brasil

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