O União Brasil e o Progressistas (PP) oficializaram, nesta terça-feira (19), a criação de uma federação partidária que dará origem à maior força política do país. Batizada de União Progressista, a aliança reunirá 109 deputados federais e 15 senadores, superando as bancadas do PL e do PSD no Congresso Nacional.
O evento de oficialização ocorreu
em Brasília e também marcou a aprovação do estatuto que guiará o funcionamento
da nova federação. Pela manhã, em reuniões separadas, dirigentes das duas
legendas já haviam aprovado o documento. A etapa era necessária para o registro
formal junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que deve ocorrer nos
próximos dias.
Além da maior bancada da Câmara e
do Senado, a União Progressista terá o maior número de prefeitos e as maiores
fatias dos recursos públicos destinados a campanhas e despesas partidárias.
Durante a cerimônia, o governador
de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi uma das principais
figuras presentes. Em discurso, ele afirmou que o país “aguardava muito esse
passo” e destacou que a união representa “a junção de excelentes quadros,
quadros que vão estar à disposição do Brasil para fazer diferença”. O
governador acrescentou: “Podem ter certeza que contará muito com vocês. Que
venham muitas vitórias.”
Dirigentes da federação
sinalizaram que o bloco deve adotar uma postura crítica em relação ao governo
do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Tanto o presidente do PP, Ciro
Nogueira, quanto o presidente do União Brasil, Antonio de Rueda, defendem o
lançamento de uma candidatura de centro-direita à Presidência em 2026.
O União Brasil já tem como
pré-candidato o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, mas há articulações para
que o grupo apoie Tarcísio de Freitas, visto como nome competitivo dentro do
campo da centro-direita.
A cerimônia também contou com a
presença do ex-ministro Ciro Gomes (PDT), que defendeu uma aliança mais ampla:
“Façam desse gesto, dessa iniciativa, um ato de gravitação universal. Ou seja,
chame tudo o que o brasileiro pode oferecer, da centro-esquerda à
centro-direita, para nós tirarmos o Brasil deste desastre.”
Com a consolidação da União
Progressista, o cenário político para as eleições municipais de 2024 e para a
corrida presidencial de 2026 ganha um novo eixo de articulação, reunindo duas
das maiores siglas do país em torno de um projeto comum.
Gazeta Brasil

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