Detento fugiu com carro de
aplicativo, mas foi localizado e preso momentos depois
Um policial penal foi morto a
tiros por um detento na madrugada deste domingo (03), dentro do Hospital
Luxemburgo, na região centro-sul de Belo Horizonte. O suspeito, que estava
internado sob escolta policial desde o dia 26 de julho, matou o agente durante
uma tentativa de fuga, roubou o uniforme da vítima e deixou o hospital
disfarçado como se fosse um dos agentes da segurança pública.
Segundo o boletim de ocorrência
da Polícia Militar, o detento se aproveitou de um momento de descuido do
policial para iniciar uma luta corporal. Durante o confronto, ele conseguiu
tomar a arma do agente e efetuou dois disparos, matando o servidor
penitenciário no local.
Funcionários do hospital
relataram que ouviram gritos e barulhos de tiros no meio da noite. Uma
enfermeira contou que escutou alguém gritar “perdeu, perdeu” antes dos
disparos. Ela tentou abrir a porta do quarto, mas foi impedida. Momentos
depois, o preso abriu a porta, afirmou que “estava tudo tranquilo”, mas a
enfermeira viu marcas de sangue no chão e o suspeito lavando as mãos, o que
gerou desconfiança.
Minutos depois, testemunhas
relataram terem visto o homem saindo do hospital vestindo o uniforme da vítima
e carregando uma bolsa, que depois foi identificada como pertencente ao
policial penal morto.
Na fuga, o suspeito pediu ajuda a
uma moradora da região, alegando que sua mãe estava passando mal e que
precisava de um carro de aplicativo. A mulher, acreditando que se tratava de um
policial, atendeu ao pedido e chamou o veículo. O detento deixou o local de
forma aparentemente tranquila.
A Polícia Militar foi acionada e,
com apoio do helicóptero Pegasus, conseguiu interceptar o carro ainda em
deslocamento. O motorista do aplicativo relatou que o passageiro havia pedido
para não parar ao ver a polícia, mas acatou a ordem dos militares.
O preso foi detido em flagrante.
Com ele, os policiais apreenderam o uniforme do policial penal assassinado, uma
pistola .40, 60 munições, um celular e uma bolsa roubada da vítima, que
continha, inclusive, outra pistola funcional.
O autor apresentava um corte na
testa, cuja origem ainda é investigada, possivelmente ocorrido durante a luta
corporal com o policial. Ele foi levado ao Hospital João 23, onde recebeu
atendimento médico e foi liberado em seguida. O caso agora está sob
responsabilidade da Polícia Civil, que conduzirá a investigação.
A identidade do policial penal assassinado
ainda não foi divulgada oficialmente. A Secretaria de Estado de Justiça e
Segurança Pública (Sejusp) deve se manifestar sobre o ocorrido nas próximas
horas.
R7

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