Os partidos PT, PSB e PSOL acionaram a mesa diretora da Câmara dos Deputados nesta quinta-feira (7) solicitando a suspensão de seis meses dos mandatos de cinco deputados do PL envolvidos na ocupação do plenário da Casa, que durou quase 48 horas entre terça (5) e quarta-feira (6).
Segundo a representação, a
ocupação foi uma ação “premeditada, coordenada e executada com o intuito de
impedir o funcionamento regular do Poder Legislativo”, utilizando-se de “força
física, correntes, faixas, gritos e objetos simbólicos, como adesivos na boca”,
configurando uma “encenação de censura que distorce e subverte o debate
democrático”.
Os deputados citados por quebra
de decoro são Júlia Zanatta (PL-SC), Marcel van Hattem (PL-RS), Marcos Pollon
(PL-MS), Paulo Bilynskyj (PL-SP) e Zé Trovão (PL-SC).
Entre as acusações, destaca-se o
caso de Júlia Zanatta, que teria sentado na cadeira da Presidência da Câmara
com sua filha de quatro meses no colo, usando a criança como “escudo” e
“expondo-a”, segundo o grupo.
Paulo Bilynskyj é acusado de
ocupar o plenário com uso de “força física, correntes, faixas e gritos”, além
de ter invadido a mesa da Comissão de Direitos Humanos e agredido um
jornalista.
Marcel van Hattem teria sentado
na cadeira da Presidência da Câmara, impedindo o presidente Hugo Motta
(Republicanos-PB) de reassumir o cargo por alguns minutos, ato revertido apenas
após negociações com outras lideranças oposicionistas.
Já Zé Trovão é acusado de
obstruir fisicamente a subida de Motta à cadeira da Presidência, bloqueando o
acesso com a perna, ação que só cessou após pressão de outros deputados e da
polícia legislativa.
A ocupação do plenário ocorreu
como forma de protesto contra a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do
Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prisão do ex-presidente Jair
Bolsonaro (PL).
Durante o episódio, o presidente
da Câmara, Hugo Motta, chegou a publicar ato prevendo a suspensão de mandatos
por seis meses para quem descumprisse a ordem de desocupação do plenário. Motta
afirmou que as penalidades devem ser atualizadas “até o fim do dia”.
O movimento que paralisou as
atividades da Câmara por quase dois dias foi encerrado na noite de quarta-feira
após intensas negociações entre as lideranças partidárias.
Gazeta Brasil

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