
Conhecida entre amigos como uma pessoa reservada, Maitê, de apenas 18 anos,
se transforma quando pisa no palco. Fotos: Divulgação
Com show lotado no Teatro Joel Barcelos, Maitê Pizzorno conquista
público com personalidade e versatilidade no palco
Por Verônica Côrtes
Um espetáculo vibrante e cheio de
identidade marcou o último fim de semana em Rio das Ostras. No palco do Teatro
Joel Barcellos, a jovem cantora Maitê Pizzorno apresentou “Fruta Gogóia”, um tributo à saudosa
Gal Costa, emocionando a plateia com a força da voz, a entrega cênica e um
repertório repleto de clássicos, como “Vapor Barato”, “Chuva de Prata” e
“Divino Maravilhoso”.
Conhecida entre amigos como uma
pessoa reservada, Maitê, de apenas 18 anos, se transforma quando pisa no palco.
Durante o espetáculo, ela incorporou não uma cópia de Gal, mas uma presença
viva e pulsante que fez a plateia sentir a energia da artista baiana. Essa
capacidade de se reinventar em cena inspirou outros jovens artistas da cidade a
acreditarem na própria potência criativa.
Flora Fonseca de Oliveira, que
também é amante da arte, marcou presença no teatro e disse que foi uma noite
inspiradora. "Foi muito bonito assistir à Maitê brilhando no palco,
refletindo tanta representatividade e amor pela nossa cultura brasileira. Isso
me fez pensar sobre como a arte é essencial para traduzir o mundo e nossos
sentimentos", destacou Flora, de 17 anos, que é guitarrista, estudante do
Curso de Música do Centro de Formação Artística de Rio das Ostras – Onda.
À frente da direção da Onda, Fabiana Nagib também falou sobre o sucesso da apresentação da jovem artista. "Ver a Maitê tão gigante no palco foi emocionante. A história de Gal me trouxe lembranças afetivas de várias gerações da minha família. E, como diretora da Onda, é gratificante comprovar a potência da nossa escola: cerca de 70% da equipe desse espetáculo é formada por alunos ou ex-alunos da instituição. Foi uma produção totalmente local, fruto de uma escola pública que faz história em Rio das Ostras. Esse show é motivo de orgulho para nossa cidade", destacou Fabiana.
Processo cênico até ao espetáculo
A direção artística do show “Fruta Gogóia” ficou a cargo de Darling
Mendonça, que mergulhou com Maitê em um processo intenso de pesquisa e criação.
"Vimos filmes, estudamos
imagens, ouvimos o eco de Gal dos anos 70 e 80 até encontrarmos uma verdade
cênica. Maitê não imitou: transformou. Sustentou um espetáculo sensorial com
bailarinos, luz, figurino, som e alma. Para os jovens que estão começando, isso
é a prova de que é possível. Com entrega, estudo e fé no próprio caminho, tudo
se realiza", afirmou o diretor.
Para Maitê Pizzorno, o show foi
mais que uma homenagem: foi também um marco pessoal. "Gal sempre me
inspirou muito e, hoje, quando canto suas músicas, sinto que me conecto com
algo maior, mais profundo. Fiquei muito feliz com o resultado e todo o carinho
que recebi da plateia. Esse show foi a minha forma de agradecer e de me
apresentar de um jeito novo ao público, e espero que seja uma motivação para
quem ama e sonha em viver da arte", disse a artista.
Com casa lotada e um público
formado por famílias e jovens da cidade, Fruta Gogóia reafirmou a força transformadora da música e
deixou um recado para a nova geração: a arte, quando vivida com entrega, pode
abrir caminhos e tocar corações.
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