Celso Sabino (Turismo), Frederico de Siqueira Filho (Comunicações) e Waldez Góes (Integração) são os ministros do União Brasil no governo Lula. Montagem: Ricardo Stuckert/PR
ACM Neto apresentou requerimento
para obrigar Celso Sabino, Frederico de Siqueira Filho e Waldez Góes a deixarem
esplanada; desobediência poderá acarretar em infidelidade partidária
O União Brasil irá
votar na próxima quarta-feira, em reunião da Executiva Nacional, um
requerimento pedindo a saída de ministros do partido do governo Lula. O pedido
foi apresentado pelo vice-presidente da legenda, ACM Neto (BA). A
definição ocorre depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
cobrou dos ministros do Centrão um posicionamento favorável ao governo. ACM
Neto disse à Jovem Pan que a cobrança gerou “constrangimento”.
Inicialmente, a executiva havia decidido se reunir na terça-feira, mas
postergou a data depois.
“Eu apresentei um requerimento para saída do
União Brasil do governo. Foi necessário diante das últimas declarações e
constrangimentos. Os ministros já sabem que isso será discutido”, afirmou. Caso
o requerimento seja aprovado, e os ministros se neguem a deixar a Esplanada dos
Ministérios, eles poderão ser enquadrados em infidelidade partidária.
O assunto foi debatido por
conversas de WhatsApp em um grupo da executiva do partido na manhã desta
terça-feira (26). O ministro Celso Sabino defendeu
sua permanência no governo, mas a avaliação da cúpula partidária é de que a
maioria votará a favor da saída dos ministros. Os outros dois políticos da
legenda com uma pasta na gestão de Lula são Frederico de Siqueira Filho
(Comunicações) e Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional) — este
último é filiado ao PDT, mas está na cota do União.
A senadora do PP e ex-ministra Tereza Cristina defendeu
que, caso União Brasil tome uma decisão pela saída, a legenda também deveria
seguir a mesma linha. “Temos que trabalhar no mesmo rumo. Se o União Brasil vai
fazer essa reunião, o presidente, senador Ciro Nogueira, também deve seguir a
mesma orientação”, afirmou mais cedo em evento do Lide, em Brasília. Apesar da
cobrança para saída do governo, a expectativa é de que as costuras regionais
para 2026 sejam respeitadas pela cúpula da federação, dando liberdade às
legendas para, eventualmente, apoiar localmente a reeleição do presidente Lula.
JP

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