Sanção contra secretário de
Atenção Especializada à Saúde foi aplicada pelo suposto uso de ‘mão de obra do
regime cubano’
O Departamento
de Estado dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (13) a
revogação e a imposição de restrições de visto a diversos funcionários do
governo brasileiro, ex-integrantes da Opas
(Organização Pan-Americana da Saúde) e familiares. Segundo a
pasta, eles teriam participado de um esquema de exportação coercitiva de mão de
obra do regime cubano pelo programa
Mais Médicos.
Um dos afetados pela medida é o
secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério
da Saúde, Mozart Julio Tabosa Sales. Outro punido foi Alberto Kleiman,
que trabalhou na pasta entre 2012 e 2015 e atuou na Opas de 2015 a 2022.
“O Departamento de Estado revogou
os vistos de Mozart Julio Tabosa Sales e Alberto Kleiman, ambos atuantes no
Ministério da Saúde do Brasil durante o programa Mais Médicos e desempenharam o
planejamento e implementação do programa. Nossa medida envia uma mensagem
inequívoca de que os Estados Unidos promovem a responsabilização daqueles que
possibilitam o esquema de exportação de trabalho forçado do regime cubano”,
informou o secretário de Estado, Marco Rubio.
De acordo com Rubio, os
envolvidos “foram responsáveis ou ajudaram” a implementar um modelo que, segundo
os EUA, explorava trabalhadores médicos cubanos por meio de trabalho forçado. O
governo americano afirma que esse sistema enriquecia “o regime cubano corrupto”
e privava a população de Cuba de cuidados médicos essenciais.
O comunicado aponta que, no Brasil,
o programa foi viabilizado com a Opas atuando como intermediária entre o
governo brasileiro e a ditadura cubana.
Ainda segundo o Departamento de
Estado, a medida teria permitido a implementação do projeto sem cumprir
exigências constitucionais brasileiras, ao mesmo tempo em que burlava sanções
dos EUA contra Cuba.
O Departamento de Estado dos EUA
também acusa os envolvidos de repassar conscientemente ao regime cubano valores
que deveriam ser pagos diretamente aos médicos.
Ministro da Saúde critica
medida
Pelas redes sociais, o ministro
da Saúde, Alexandre Padilha, rebateu o anúncio dos EUA. Ele afirmou que “o Mais
Médicos, assim como o Pix, sobreviverá aos ataques injustificáveis de quem quer
que seja”.
“O programa salva vidas e é
aprovado por quem mais importa: a população brasileira”, destacou Padilha.
“Não nos curvaremos a quem
persegue as vacinas, os pesquisadores, a ciência e, agora, duas das pessoas
fundamentais para o Mais Médicos na minha primeira gestão como Ministro da
Saúde, Mozart Sales e Alberto Kleiman”, acrescentou o ministro.
Leia a íntegra do comunicado
publicado por Marco Rubio
O Departamento de Estado tomou
hoje medidas para revogar e impor restrições de visto a vários funcionários do
governo brasileiro, ex-funcionários da Organização Pan-Americana da Saúde
(OPAS) e seus familiares, por envolvimento no esquema de exportação de mão de
obra do regime cubano no programa Mais Médicos. Esses indivíduos foram
responsáveis ou ajudaram o esquema coercitivo de exportação de mão de obra do
regime cubano, que explora trabalhadores médicos cubanos por meio de trabalho
forçado. Esse esquema enriquece o regime cubano corrupto e priva o povo cubano
de cuidados médicos essenciais.
Como parte do programa Mais
Médicos no Brasil, esses indivíduos utilizaram a OPAS como intermediária junto
à ditadura cubana para implementar o programa sem cumprir os requisitos
constitucionais brasileiros, burlando as sanções dos EUA contra Cuba e,
conscientemente, repassando ao regime cubano valores devidos aos trabalhadores
médicos cubanos. Dezenas de médicos cubanos que atuaram no programa relataram
ter sido explorados pelo regime cubano.
O Departamento de Estado
revogou os vistos de Mozart Julio Tabosa Sales e Alberto Kleiman, ambos
atuantes no Ministério da Saúde do Brasil durante o programa Mais Médicos e
desempenharam o planejamento e implementação do programa. Nossa medida envia
uma mensagem inequívoca de que os Estados Unidos promovem a responsabilização
daqueles que possibilitam o esquema de exportação de trabalho forçado do regime
cubano.
Do R7, em Brasília

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