O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou nesta terça-feira (5) que o governo dos Estados Unidos considera aplicar sanções contra Viviane Barci, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, incluindo seu nome na chamada Lei Magnitsky — assim como o do próprio magistrado.
Em entrevista ao site Metrópoles,
o parlamentar, que reside nos EUA e afirma manter contato frequente com
autoridades da Casa Branca e do Congresso americano, declarou que Viviane é
vista por integrantes do governo Donald Trump como “o braço financeiro” de
Moraes.
“A Viviane seria uma válvula de escape para
uma saída honrosa do Alexandre de Moraes, mas como ele opta por dobrar a
aposta, assim, um risco muito alto de que ela também venha a tomar essas
sanções OFEC, porque ela é entendida como o braço financeiro do Alexandre de
Moraes”, disse Eduardo.
Viviane comanda o escritório de
advocacia Barci de Moraes. Segundo o deputado, a atuação profissional da esposa
do ministro justificaria a suspeita das autoridades americanas sobre a origem
da renda do casal.
Além disso, Eduardo Bolsonaro
voltou a defender o impeachment de Alexandre de Moraes, seguindo o discurso da
oposição. Segundo ele, o ministro estaria perseguindo seu pai, o ex-presidente
Jair Bolsonaro (PL), ao decretar sua prisão domiciliar.
A decisão de Moraes foi motivada
pela participação indireta de Bolsonaro em uma manifestação realizada no
domingo (3), no Rio de Janeiro. Durante o ato, um senador colocou o
ex-presidente no viva-voz, o que, segundo o ministro, violou medidas cautelares
previamente impostas.
Com isso, Bolsonaro passou a
estar sujeito a uma série de restrições: está proibido de sair de sua casa em
Brasília, de receber visitas — com exceção de familiares próximos e advogados —
e teve todos os celulares recolhidos pelas autoridades.
Gazeta Brasil

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