Pela primeira vez na história, o Brasil vai designar oficiais-generais para representar o país como adidos militares na embaixada brasileira em Pequim. Até agora, os Estados Unidos eram o único destino a receber integrantes do alto escalão militar brasileiro para tratar das relações de defesa.
A medida foi oficializada por
decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que nomeou um oficial-general
do Exército como Adido de Defesa e do Exército, um contra-almirante da Marinha
como Adido Naval e um coronel da Aeronáutica como Adido Aeronáutico. Além
deles, também foram designados um coronel ou tenente-coronel do Exército como
adjunto do adido de defesa e do Exército e um capitão de mar e guerra ou
capitão de fragata como adjunto do adido naval.
Os adidos militares têm como
função representar as Forças Armadas e o Ministério da Defesa do Brasil junto a
autoridades militares estrangeiras. Entre suas atribuições estão a negociação
de acordos de cooperação, o intercâmbio de informações, a organização de
visitas oficiais e o monitoramento de avanços tecnológicos e industriais no
setor de defesa.
A decisão de enviar
oficiais-generais à China ocorre em um momento de aproximação diplomática e
militar entre os dois países. Apesar de o governo brasileiro não citar oficialmente
a recente crise nas relações com os Estados Unidos como motivação, a mudança
acontece pouco depois de produtos brasileiros sofrerem sobretaxa de 50% no
mercado norte-americano.
No Exército, o posto de
oficial-general representa o topo da hierarquia militar, englobando os cargos
de general de brigada (duas estrelas), general de divisão (três estrelas) e
general de exército (quatro estrelas). O posto de marechal, de cinco estrelas,
não é utilizado em tempos de paz, sendo reservado para situações de guerra ou
concedido como título honorífico.
Gazeta Brasil

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