8/05/2025

Bebê com pneumonia grave sobrevive após uso de pulmão artificial no RJ

 Equipamento de ECMO, usado como pulmão artificial. Gustavo ficou conectado à máquina por duas semanas em hospital no Rio — Foto: Reprodução/TV Globo

Gustavo, de um 1 ano e 8 meses, é o paciente mais novo a passar por ECMO em hospital particular do Rio. Tratamento durou 2 semanas e começou em Macaé.

O pequeno Gustavo, de 1 ano e 8 meses, sobreviveu a uma grave pneumonia bacteriana após passar por um tratamento com ECMO — uma tecnologia de alta complexidade que funciona como um pulmão artificial.

Ele foi transferido de Macaé, no interior do estado, para um hospital particular no Rio, onde ficou 2 semanas conectado ao equipamento.

Em maio deste ano, o bebê apresentou sintomas leves de gripe, mas em poucos dias o quadro se agravou, virando uma pneumonia necrotizante. A infecção comprometeu o pulmão esquerdo e provocou sepse. Diante da gravidade, ele precisou ser entubado e transferido com urgência para a capital.

A ECMO — sigla em inglês para Oxigenação por Membrana Extracorpórea — é um equipamento que retira o sangue do corpo, o oxigena fora do organismo e o devolve ao paciente.

O procedimento é indicado em casos críticos de insuficiência respiratória ou cardíaca e requer uma equipe médica altamente especializada.

Gustavo foi preparado ainda no hospital de Macaé e começou a receber o suporte da máquina. A equipe médica da unidade da capital passou a orientar os profissionais locais por videochamada até a transferência ser concluída.

Segundo o Hospital Copa D’Or, Gustavo foi o mais jovem entre 9 crianças que já usaram o aparelho na unidade.

Após 2 semanas em ECMO e mais de 2 meses de internação, o bebê recebeu alta, mas ainda enfrenta desafios na recuperação. Por conta do longo tempo acamado, ele perdeu força muscular e parte dos movimentos.

Agora, passa por acompanhamento com fisioterapeutas, neurologistas e pediatras para reabilitação física e respiratória.

Apesar de salvar vidas, a ECMO ainda não é disponibilizada de forma regular pelo Sistema Único de Saúde. De acordo com o Ministério da Saúde, não há atualmente pedidos para a incorporação da tecnologia, que tem alto custo e uso restrito.

Para os pais de Gustavo, o tratamento foi decisivo para salvar o filho e deveria estar mais acessível. Eles agora celebram o recomeço da vida do menino, que se recupera em casa, em Macaé.

Gustavo ao lado dos pais, após vencer a luta contra uma pneumonia grave. Ele segue em recuperação em casa, em Macaé — Foto: Reprodução/TV Globo

Por Leandro Oliveira, Karol Caparelli, RJ1

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