Durante visita à Câmara dos Deputados nesta segunda-feira (21), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que o uso da tornozeleira eletrônica, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), representa a “máxima humilhação”. O equipamento foi instalado na última sexta-feira (18) por ordem judicial, como uma das medidas cautelares impostas ao ex-presidente.
“Não roubei ninguém, não roubei
os cofres públicos, não matei ninguém, não trafiquei ninguém. Isso aqui é o
símbolo da máxima humilhação nesse país. Eu sou uma pessoa inocente. É uma
covardia o que estão fazendo com um ex-presidente da República”, disse
Bolsonaro a jornalistas, após reunião com a bancada de oposição na Câmara.
Antes relutante em mostrar a
tornozeleira, Bolsonaro desta vez posou para fotos ao lado de deputados
aliados, como Maurício do Vôlei (PL-MG) e André Fernandes (PL-CE), com o
equipamento visível. As imagens foram compartilhadas nas redes sociais por
apoiadores.
A movimentação no Congresso
causou tumulto. Bolsonaro deixou o prédio escoltado por seguranças em meio a
gritos de “mito” e “volta Bolsonaro”. Durante o empurra-empurra no Salão Verde,
uma mesa de vidro foi quebrada, e o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) se feriu
no rosto após ser atingido por um câmera.
O ex-presidente participou de uma
coletiva promovida por parlamentares do PL, que declararam apoio após as ações
da Polícia Federal. Bolsonaro, no entanto, optou por não discursar. A decisão
ocorreu após Moraes esclarecer que a proibição de uso das redes sociais também
se estende a qualquer “transmissão, retransmissão ou publicação de áudios,
vídeos ou transcrições de entrevistas em perfis de terceiros”, o que vedaria
até falas por meio de canais aliados.
A medida cautelar também inclui a
proibição de contato com outros investigados e a obrigação de permanecer em
casa entre 19h e 7h, inclusive aos fins de semana. Moraes destacou que qualquer
tentativa de burlar as restrições poderá resultar na decretação de prisão.
Apesar das limitações, Bolsonaro
tem buscado manter o contato com sua base política. “É uma covardia”, insistiu
o ex-presidente, que se diz alvo de perseguição judicial.
Gazeta Brasil
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