Laudos psiquiátricos apontaram que o acusado estava lúcido no momento do crime; julgamento será por júri popular com as acusações de homicídio qualificado, feminicídio, aborto provocado e homicídio contra ascendente.
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) confirmou que o tabelião Ricardo Pinheiro Jucá Vasconcelos, de 43 anos, vai a júri popular acusado de matar a esposa grávida de seis meses e os sogros, em agosto de 2021, em Nova Friburgo. A defesa havia alegado que ele teria sofrido um surto psicótico no dia do crime, mas laudos psiquiátricos apontaram que o réu estava lúcido e tinha plena consciência de seus atos.
Segundo as investigações, Ricardo
atirou contra a esposa Nahaty Gomes de Mello, de 33 anos, que estava grávida, e
contra os sogros, Rosemary Gomes de Mello, de 67 anos e Wellington Braga Mello,
de 75 anos. Nahaty e Rosemary morreram na hora. Já Wellington, ficou internado
quase um mês e também não resistiu aos ferimentos.
Testemunhas relataram que Ricardo
alegou um surto no momento da prisão, mas até mesmo um psiquiatra da defesa
declarou em audiência que ele apresentava apenas sintomas de ansiedade e não
havia sinais de psicose.
O TJRJ manteve as acusações de
homicídio qualificado, feminicídio, aborto provocado e homicídio contra
ascendente. A data do júri popular ainda não foi definida, mas o advogado da
família das vítimas espera que o julgamento ocorra ainda neste semestre.
Até o momento desta publicação, a
defesa de Ricardo não quis se pronunciar sobre a decisão.
RELEMBRE O CASO
O crime aconteceu na noite do dia
13 de agosto de 2021. Agentes da Polícia Civil atenderam ao chamado e, ao
chegarem na casa, encontraram o sogro do acusado, Wellington Braga, de 75 anos,
saindo da residência ferido, dizendo que foi baleado pelo próprio genro.
O autor dos disparos, Ricardo
Vasconcellos, de 43 anos, foi preso em flagrante pelos policiais. No primeiro
andar da casa, a polícia encontrou o corpo de Rosemary Gomes, de 67 anos, sogra
de Ricardo.
No segundo andar, em um dos
quartos, estava o corpo da esposa, Nahaty Gomes, de 33 anos, que estava
grávida. Ao lado, na cama, estava a arma do crime, uma pistola Glock 9mm.
Segundo a polícia, durante o
trajeto até a delegacia, Ricardo confessou o crime, alegando que teve um
transtorno psíquico, mas a perícia não encontrou indícios de transtorno.
O sogro baleado chegou a ser
levado para o hospital, onde ficou internado por alguns dias em estado grave,
mas não resistiu e morreu. Com isso, Ricardo foi preso por triplo homicídio e
pode ser condenado por aborto e duplo feminicídio. Somadas, as penas podem
chegar a mais de 80 anos de prisão.
No domingo anterior ao crime, Dia
dos Pais, Nahaty fez uma postagem em homenagem ao marido. No texto, ela disse
que, nos seis meses de gestação, só recebeu amor, gratidão e certeza de que a
filha tirou "a sorte grande" em tê-lo como pai.
Por Nathalia Rebello, g1 — Nova Friburgo

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!