7/29/2025

Polícia investiga descarte de lixo hospitalar após catador ser flagrado com materiais biológicos em Maricá

Materiais estavam com morador em situação de rua nas proximidades 
da rodoviária de Maricá — Foto: Guarda Municipal


Segundo a polícia, ele encontrou o material hospitalar em uma lixeira, e tentou resistir à abordagem. Prefeitura diz que descarte segue normas e que caso é tratado como violação criminosa.

A Polícia Civil investiga se houve falha no descarte de resíduos hospitalares após um homem em situação de rua ser flagrado com tubos de sangue e outros materiais biológicos dentro de uma caixa de isopor, no Centro de Maricá, na Região Metropolitana do Rio, nesta segunda-feira (28).

O delegado Cláudio Vieira, titular da 82ª DP (Maricá), também investiga se houve violação da lixeira, que, segundo a Prefeitura, é destinada a descarte de resíduos hospitalares.

As etiquetas nos frascos indicavam como origem o Hospital Municipal Conde Modesto Leal, referência na cidade.

De acordo com a Polícia Civil, o homem afirmou em depoimento que não tinha a intenção de utilizar os itens para qualquer finalidade e que encontrou o material em uma lixeira enquanto catava latinhas. Ainda segundo relato à polícia, ele só teria aberto o conteúdo nas proximidades da rodoviária.

A Polícia Civil disse que ele foi detido após resistir à abordagem de agentes da Guarda Municipal, que foram acionados por funcionários do terminal rodoviário.

Dentro do recipiente havia tubos com sangue e outros itens usados para coleta e análise de exames.

Em nota, a Prefeitura de Maricá informou que o descarte de materiais biológicos no hospital é realizado conforme normas sanitárias e protocolos técnicos. Os resíduos são armazenados, transportados e eliminados por empresas especializadas e credenciadas.

Ainda de acordo com a prefeitura, o homem, que já possui anotações criminais por furto, cometeu ação criminosa ao violar a lixeira. O município afirma que está colaborando com as investigações conduzidas pela Polícia Civil.

g1 questionou a Prefeitura sobre o local onde a lixeira está fixada, para saber se é uma área que pode ser facilmente acessada pelo público, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Por Bianca Chaboudet, g1 — Maricá

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