Delegações de Israel e do Hamas
iniciaram no domingo diálogos indiretos em Doha para tentar chegar a um acordo
O primeiro-ministro
israelense, Benjamin
Netanyahu, afirmou nesta quinta-feira (10) que está disposto a negociar
um cessar-fogo permanente em Gaza durante
uma trégua de 60 dias, mas apenas se o território palestino for
desmilitarizado. Delegações de Israel e
do Hamas iniciaram
no domingo diálogos indiretos em Doha para tentar chegar a um acordo sobre um
cessar-fogo temporário na guerra em Gaza, deflagrada pelo ataque do grupo
islamista palestino em Israel em 7 de outubro de 2023. O enviado dos Estados Unidos para
o Oriente Médio, Steve Witkoff, propôs um cessar-fogo de 60 dias em troca da
libertação de metade dos 20 reféns vivos que ainda permanecem em Gaza, disse
Netanyahu.
“No início desse cessar-fogo,
iniciaremos negociações para pôr fim à guerra de forma permanente”, afirmou o
primeiro-ministro israelense em uma mensagem em vídeo gravada em Washington
nesta quinta-feira. Netanyahu destacou que as “condições fundamentais” de
Israel são que “o Hamas depusesse as armas” e deixasse de ter “capacidade de
governo ou militar”. “Se isso puder ser alcançado por meio de negociações,
excelente. Se não for possível alcançar por meio de negociações dentro de 60
dias, conseguiremos por outros meios, utilizando a força, a força do nosso
heroico exército”, afirmou.
O ataque de 7 de outubro deixou
1.219 mortos do lado israelense, em sua maioria civis, segundo uma contagem
baseada em dados oficiais israelenses. Na Faixa de Gaza, ao menos 57.600
palestinos, em sua maioria civis, morreram na campanha militar lançada por
Israel em represália, segundo dados do Ministério da Saúde do governo do Hamas,
considerados confiáveis pela ONU.
Com informações do AFP

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