Ex-deputado é acusado de ser um
dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco; STF aponta violação
de medidas cautelares por três dias consecutivos
O ministro Alexandre de
Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a defesa do
ex-deputado Chiquinho
Brazão se manifeste com urgência sobre o descumprimento das regras
de prisão domiciliar e de monitoração eletrônica, sob pena de decretação
imediata da prisão.
A decisão foi publicada após a
Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro informar que o
ex-parlamentar violou por três dias seguidos, em julho, a área de inclusão
estabelecida como parte das medidas cautelares, o que indica possível
desrespeito às condições impostas pela Justiça.
“Intimem-se os advogados
constituídos do réu João Francisco Inácio Brazão para prestar esclarecimentos
sobre o descumprimento da prisão domiciliar, acrescida das medidas cautelares
impostas, sob pena de decretação imediata da prisão”, escreveu Moraes na decisão.
Além da tornozeleira eletrônica, Chiquinho Brazão está proibido de utilizar
redes sociais, conceder entrevistas sem autorização judicial e manter contato
com outros investigados no caso que apura o assassinato da vereadora Marielle
Franco e do motorista Anderson Gomes.
Relembre o caso
Chiquinho Brazão foi preso em
março de 2023, juntamente com seu irmão Domingos Brazão, conselheiro do
Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), após serem apontados
pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como mandantes do assassinato da
parlamentar. A acusação partiu de uma delação do ex-policial militar Ronnie
Lessa, que confessou ter sido o executor do crime, ocorrido em março de 2018.
Apesar das prisões, Chiquinho
Brazão segue com gabinete em funcionamento na Câmara dos Deputados, contando
com dezenas de assessores ativos e recebendo salário normalmente, enquanto seu
processo de cassação permanece parado na Comissão de Ética da Casa. O mesmo se
aplica ao conselheiro Domingos Brazão, que também mantém o cargo no TCE-RJ.
Outro acusado no caso, o ex-chefe
da Polícia Civil do Rio de Janeiro, delegado Rivaldo Barbosa, está preso
preventivamente há mais de um ano. Ele foi denunciado por planejar e ordenar o
assassinato da vereadora. Barbosa recentemente solicitou a revogação de sua
prisão, mas a PGR defendeu a manutenção da medida cautelar. O caso Marielle, que
completa mais de seis anos sem julgamento definitivo, permanece como um dos
mais emblemáticos e cobrados pela sociedade brasileira, envolvendo acusações
graves contra figuras de destaque da política e das instituições públicas do
Rio de Janeiro.
JP

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