A Força Aérea Brasileira (FAB) pode ser forçada a suspender seus voos a partir do dia 3 de agosto por falta de querosene de aviação. A situação crítica no abastecimento foi revelada pelo portal Metrópoles nesta terça-feira (22) e decorre da escassez de recursos disponíveis no orçamento destinado à Aeronáutica.
Segundo a publicação, os estoques
atuais garantem o funcionamento das aeronaves da FAB, inclusive as utilizadas
para o transporte de autoridades, apenas até o início de agosto. Após essa
data, sem reforço orçamentário, os voos podem ser paralisados.
Apesar do aperto financeiro, o
governo federal autorizou a instalação de duas salas VIP da FAB na Conferência
do Clima da ONU (COP 30), que será realizada em novembro, em Belém (PA).
Em 2025, o orçamento total
reservado para o Comando da Aeronáutica é de R$ 29,4 bilhões. Desse montante,
cerca de R$ 13,2 bilhões já foram utilizados, enquanto a maior parte — R$ 23,7
bilhões — está comprometida com despesas de pessoal, como salários e pensões
militares.
Apenas R$ 2,2 bilhões foram
reservados para materiais de consumo, incluindo o combustível das aeronaves, e
R$ 1,6 bilhão está previsto para investimentos.
Além de transportar autoridades
como ministros e chefes de poderes, as aeronaves da FAB cumprem missões
estratégicas, como o transporte emergencial de órgãos humanos para
transplantes. Uma eventual paralisação dos voos pode afetar tanto a rotina do
governo quanto operações críticas de saúde e segurança pública.
Abaixo a íntegra da nota da
FAB
“A Força Aérea Brasileira
(FAB) informa que o Decreto n° 12.447, de 30 de maio de 2025, determinou a
contenção de cerca de R$ 2,6 bilhões ao atual orçamento do Ministério da
Defesa.
Desse total, coube ao Comando
da Aeronáutica (COMAER) a contenção de R$ 812,2 milhões, dos quais R$ 483,4
milhões em despesas discricionárias e R$ 328,8 milhões em projetos
estratégicos.
No tocante às despesas
discricionárias, foram estabelecidos critérios, métodos e premissas para a
definição das ações orçamentárias cujas atividades e projetos seriam afetados.
Dentro das possibilidades de
absorção dos valores conforme a classificação orçamentária, foram priorizadas
despesas discricionárias que dão suporte orçamentário para a execução de
determinadas atividades, e também para compromissos já assumidos, em detrimento
de outras áreas.
Contudo, considerando o alto
valor dos bloqueios e dos contingenciamentos estabelecidos, e o fato de essas
contenções terem sido estabelecidas restando sete meses do atual exercício,
houve impactos severos em praticamente todas as atividades, desde as
operacionais, até as logísticas e administrativas.
No que diz respeito aos
projetos estratégicos, a redução de 17% do valor da LOA irá requerer ajustes
contratuais, a fim de mitigar impactos nos cronogramas de entregas das
aeronaves”.
Gazeta Brasil

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